tradicionais premiações dos quadrinhos brasileiros, criado em 1989 por João
Gualberto Costa, o Gual, e José Alberto Lovetro, o Jal da Associação dos
Cartunistas do Brasil. O nome faz referência à seção sobre quadrinhos que os
dois apresentavam no programa TV Mix 4, da Gazeta. A divulgação dos vencedores,
após a votação nacional, será no mês de novembro. Este ano a ASPAS concorreu na
categoria livro teórico, mas a premiação veio mesmo para os trabalhos
desenvolvido por nossos associados, seja no campo editorial, seja na pesquisa.
Sesc 24 de Maio, São Paulo (SP) quadrinistas, editores, leitores e familiares
se reuniram para a premiação de 2023, que teve como apresentar o jornalista Serginho
Groisman. O homenageado da noite como Grande Mestre do Quadrinho Nacional foi
Michele Iacocca, italiano que mudou para o Brasil ainda bem jovem e aqui
construiu sua carreira como chargista, cartunista, tradutor e escritor. O troféu,
por sua vez, foi uma homenagem a Fabio Colin, ilustrador e quadrinista
brasileiro, criador de personagens icônicos e responsável pela adaptação de
séries de televisão como o Vigilante Rodoviário, para quadrinhos, na década de
1960. Seu personagem escolhido para compor o troféu foi o Curupira.
O evento durou cerca de duas
horas e contou com muitos momentos marcantes. Um destes momentos foi o discurso
da quadrinista Helô D´Angelo , que falou sobre a necessidade de
diversidade. Ela chamou a atenção para o fato de que nas 42 categorias, apenas
oito premiaram mulheres. A noite também foi marcada por um protesto de quadrinistas
levaram cartazes e também cobraram a presença de mais autores racializados,
LGBTQIA+ e de fora do eixo Sul-Sudeste.
Além disso, houveram vários discursos
acalorados, que levantaram temas relacionados à política e ao mercado
editorial. A premiação acabou de relevando um espaço para que os profissionais
pudessem falar abertamente não apenas sobre suas conquistas mais, também, suas
inquietações. Tudo, claro, em um clima harmonioso, o serviu para valorar ainda mais
a noite.
A ASPAS esteve representada,
primeiramente, por Daniela Marino e Sônia Luyten, que participaram da
organização do evento. O primeiro aspiano a subir ao palco foi Raphael
Pinheiro, arquiteto, quadrinista e editor, que foi premiado por seu trabalho na
editora Editora Universo Guará, da qual é um dos fundadores. No final do
evento, houve a premiação dos trabalhos acadêmicos, sendo que a pesquisadora e
cofundadora da ASPAS Natania Aparecida da Silva Nogueira, recebeu o prêmio de
melhor tese com a pesquisa Histórias em quadrinhos e feminismos na França: a
revista Ah! Nana! (1976 – 1978), defendida em 2022, pela Universidade Salgado
de Oliveira (UNIVERSO), de Niterói, RJ.
de Érico Assis na categoria Livro
Teórico, com “Balões de Pensamento 2 – Ideias que Vem dos Quadrinhos”,
publicado pela Balão Editorial e os
prêmios de Trabalho de Conclusão de Curso, “A imagem como forma de combate ao
preconceito: a elaboração de uma história em quadrinhos com temática lgbtqiap+”,
de Gustavo Paiva Cardozo de Mello, e as duas dissertações de mestrado premiadas este ano, “De passagem
para ficar a banda desenhada documental como registro da nova leva migratória
brasileira para Portugal”, de Christiano Mascaro Gonçalves da Silva, e “Mangás do grupo CLAMP: um estudo sobre o seu
processo criativo e a publicação de suas obras no Brasil”, de Maiara Heleodoro
dos Passos).





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