Autor: ASPAS

  • A MULHER NO MEIO GEEK E A IMPORTÂNCIA DA CAPITÃ MARVEL


    Dentro da proposta da ASPAS de oferecer à comunidade oportunidade de conhecer mais sobre quadrinhos e cultura POP, teremos no dia 01 de junho, no Centro Cultural Mauro Almeida, em Leopoldina (MG) um minicurso com Daniela Marino, pesquisadora de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop, mestra em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes na Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora em diversos sites sobre cultura POP, como o Minas Nerds. O minicurso terá um tema bem atual: A mulher no Meio Geek. 

     Leia o release do minicurso
    As
    histórias em quadrinhos têm se tornado uma mídia cada vez mais relevante no
    universo Geek e têm passado por um
    processo de legitimação cultural que vem se sedimentando com as produções
    cinematográficas e comic cons,
    maiores a cada ano. Portanto, conhecer as peculiaridades e as relações que cada
    obra estabelece com o contexto onde está inserida, pode propiciar o
    aprofundamento do pensamento crítico de seus leitores, além de aproximá-los a
    obras que normalmente não têm acesso. Assim, buscamos apresentar diversos
    conteúdos relacionados à cultura pop para que os participantes consigam
    explorar diversas potencialidades das histórias em quadrinhos e suas obras
    derivativas, expandindo assim seu conhecimento, sua fruição na leitura e seu
    senso crítico.

    O minicurso  estará sendo oferecida aos alunos do CEFET –  Leopoldina, mas haverão vagas para alunos de outras escolas e para a comunidade em geral, sendo recomendado fazer a inscrição antecipada pelo e-mail aspascontato@gmail.com 

    O IV Entre ASPAS ocorrerá entre os dias 29 de maio e 01 de junho de 2019. das 8hs às 10 hs. Para mais informações, clique aqui!

  • OFICINA COM AMAURY FERNANDES: ENCADERNAÇÃO ARTESANAL



    Durante o IV Entre ASPAS, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2019, em Leopoldina – MG, a Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) estará oferecendo para associados e comunidade local oficinas e minicursos gratuitos. Estaremos durante a semana divulgando informações sobre cada um delas.

    Nos dias 30 e 31 de maio, na Casa de Leitura Lya Müller Botelho, haverá a oficina de introdução à encadernação artesanal. A oficina será ministrada por Amaury Fernandes, que é Professor Associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ).  no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias e Linguagens da Comunicação (PPGTLCom/ECO/UFRJ). 


    Leia o breve resumo da oficina:

    A atividade proposta
    visa apresentar os fundamentos básicos do ofício de encadernador, com ênfase
    nas habilidades manuais mais necessárias para a boa confecção de capas duras e
    sua aplicação aos miolos de livros e outros produtos gráficos.
    Público alvo: professores, estudantes e comunidade em geral.
    Vagas: 25


    A oficina é gratuita tem duração de até 03 horas e será ministrada nos dias 30 e 31 de maio, das 09:00 às 12:00. Inscrições poderão ser realizadas pelo e-mail: aspascontato@gmail.com.



  • Revista Multidisciplinar de Estudos Nerds/ Geek


    Está aberta a chamada de artigos para a primeira edição da Revista Multidisciplinar de Estudos Nerds/ Geek, prevista para ser publicada no segundo semestre de 2019.

    A revista é uma publicação científica vinculada ao Diretório Acadêmico de Arqueologia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), e visa difundir a cultura nerd/geek no meio acadêmico. São aceitos trabalhos de todas as áreas oriundos de pesquisas ou reflexões teórico-metodológicas, além de resenhas e relatos de experiência que envolvam o fenômeno Nerd/Geek.

    Para maiores informações clique aqui!
  • II EDIÇÃO DO ASPAS NORTE


    O Aspas Norte é um congresso de quadrinhos da região norte, versão regional dos eventos da Associação dos Pesquisadores em Arte Sequênciala – ASPAS. A primeira edição aconteceu em outubro de 2018 na Universidade Federal do Amapá e na Biblioteca Pública Elcy Lacerda. 

    A segunda edição traz uma novidade: O Aspas Norte passa a a integrar um evento maior, o Comertec (Comunicação, mercado e tecnologia), que ocorrerá nos dias 6,7 e 8 de junho no SEBRAE Amapá. O grupo de pesquisa Comertec reúne pesquisadores da área de comunicação e realiza todo ano um congresso – esta é a terceira edição. O tema deste ano será Comunicação, convergência e novos mercados. 

    As inscrições podem ser feitas aqui: https://www.comertec.org/eventos  (atenção para as regras de apresentação do resumo). As inscrições vão até o dia 31 de maio.
  • CHAMADA PARA SUBMISSÃO DE TRABALHOS: 11º SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS E COMUNITÁRIAS


    O  Seminário Internacional de Bibliotecas Públicas e Comunitárias (Seminário Biblioteca Viva) está com inscrições abertas para submissão de posters e painéis até 30 de abril de 2019. Poderão se inscrever iniciativas de todo o Brasil, que apresentem trabalhos relacionados a uma das temáticas abaixo. Todas as informações e link para envio de formulário estão em:

    Condições Gerais de Participação

    E aí, conhece ou trabalha em espaços que propõe algum dos temas abaixo?Espaços dentro de universidades, espaços comunitários, formatos alternativos ou experimentações?
    Que tal se inscrever?!

    Temas gerais

    A biblioteca e a comunidade: Ações de integração entre bibliotecas e comunidades do entorno em busca
    da ampliação de serviços dentro e fora do equipamento. Ações de comunicação para aproximar novos
    públicos da biblioteca.
    Exemplos: formação de grupos para desenvolver atividades lúdicas na biblioteca; ações de estímulo para visitação;
    uso das instalações para reuniões comunitárias etc.

    >Ações para a terceira idade: Programas e projetos oferecidos para o público da terceira idade
    favorecendo o diálogo desse público com a leitura e biblioteca.
    Exemplos: saraus literários e musicais; palestras e debates com assuntos de interesse; acervos e serviços dedicados
    e ações de mediação desenvolvidas para ou por público da terceira idade, etc

    Ações sustentáveis e consumo consciente: Experiências que promovam a consciência ambiental, o
    consumo consciente e a economia de recursos naturais.
    Exemplos: ações de educação ambiental; oficinas de reciclagem de materiais e reaproveitamento de alimentos;
    exemplos de reutilização criativa de materiais; ações de conservação do acervo; medidas para racionalização de
    recursos na biblioteca, consumo consciente de recursos como água, energia elétrica etc.

    Acessibilidade, vulnerabilidade e inclusão: Ações que promovam a leitura de forma inclusiva para todos
    os públicos, com ênfase no atendimento às pessoas com deficiência e em situação de vulnerabilidade
    social.
    Exemplos: programação com recursos de acessibilidade em bibliotecas; acervos acessíveis; serviços de extensão para
    público com deficiência e situação de vulnerabilidade social; mediação de leitura inclusiva; projetos de adequação
    arquitetônica e comunicacional; parcerias com instituições especializadas, etc.

    >Biblioteca como espaço além da leitura: Serviços e programas que promovam a atuação da biblioteca
    para além de uma concepção tradicional vinculada apenas aos livros.
    Exemplos: promoção de atividades culturais, artísticas e esportivas diversas; promoção da cidadania; palestras, cursos
    e gincanas; uso do espaço da biblioteca para promoção de encontros e eventos da comunidade e instituições parceiras;
    empréstimo de objetos e ferramentas; etc.

    >Biblioteca, memória e território: Ações, produtos e serviços que valorizam a memória e o território como
    instrumentos mobilizadores de conhecimento das comunidades e dos públicos dos espaços culturais, com
    criação e fortalecimento de vínculos que promovam a atuação da biblioteca.
    Exemplos: promoção de atividades culturais internas e externas, produtos e serviços da biblioteca para frequentadores,
    funcionários e comunidades, etc.

    >Bibliotecas no mundo digital: Experiências que utilizem as Tecnologias da Informação e Comunicação
    (TICs) em favor da democratização do acesso à informação.
    Exemplos: qualificação do acesso à internet; programas de alfabetização digital; cursos e oficinas na modalidade
    Ensino a Distância (EaD); games; redes sociais; booktubers; acervos digitais, etc

    >Interação entre biblioteca e escola: Práticas desenvolvidas visando o estreitamento das relações entre
    bibliotecas públicas, espaços de leitura, grupos organizados e escolas, tendo como objetivo a formação de
    leitores.
    Exemplos: programas de extensão da biblioteca desenvolvidos em escolas públicas; parcerias para qualificação de
    acervos e serviços de bibliotecas escolares; competições e eventos estudantis; capacitação de professores, etc.

    >Jovens leitores e a biblioteca: Programas e projetos oferecidos com e para adolescentes e jovens
    adultos, favorecendo o diálogo desse público com a leitura e biblioteca. Ações, estratégias e programas de
    leitura para retenção de leitores jovens adultos.
    Exemplos: saraus literários e musicais; coletivos literários; palestras e debates com assuntos de interesse; acervos e
    serviços dedicados; apoio à inserção no mercado de trabalho; formas de colaboração dos jovens na biblioteca; ações
    de mediação desenvolvidas para ou por adolescentes e jovens, etc.

    >Mediação cultural: Ações que promovam a aproximação entre o público das bibliotecas e os bens
    culturais.
    Exemplos: exposições; teatro; exibição de filmes; música; palestras e debates; projetos articulados com outras
    instituições culturais; promoção do patrimônio histórico; ações em prol da preservação da memória local, etc.

    >Mediação de leitura: Experiências que favoreçam a interação entre leitores, livros e práticas de leitura.
    Exemplos: hora do conto; rodas de leitura; saraus; oficinas de criação literária; formação de contadores de história;
    clubes de leitura, etc.

    >Sustentabilidade, parcerias e captação de recursos: Como as bibliotecas, espaços de leitura e grupos
    organizados têm promovido suas ações para destacar seu papel na comunidade e se articulado com a
    administração pública e a outras instituições da sociedade civil em busca da qualificação de seus serviços.
    Exemplos: campanhas de mobilização pela leitura e biblioteca; formação de associações e sociedades de amigos da
    biblioteca; parcerias operacionais; voluntariado; projetos de marketing; projetos desenvolvidos com recursos de editais
    e outros mecanismos de captação, etc.

    > Serviços e programas de extensão da biblioteca: Ações extramuros que atuem na promoção das
    atividades da instituição para além de seu espaço físico.
    Exemplos: disponibilização de acervo em diferentes espaços da cidade; book crossing e troca-livros; feiras literárias;
    biblioteca volante, ônibus ou biblioteca; atividades de mediação de leitura fora do espaço da biblioteca; itinerância de
    exposições; empréstimo em domicílio, etc.

    Soluções para ambientes em bibliotecas: Projetos que colaborem para a dinamização do espaço físico
    da biblioteca.
    Exemplos: projetos de reforma e criação de novas bibliotecas; readequação de mobiliários e decoração; projetos de
    comunicação visual; propostas para melhoria do conforto do usuário; novos métodos para disponibilização dos acervos,
    etc.

    Voluntariado: ações para promover a participação de voluntários em atividades internas e externas da
    biblioteca.
    Exemplos: professores que oferecem cursos gratuitos; profissionais que prestam serviços à biblioteca ou fazem oficinas
    para ensinar ofícios aos usuários; contadores de histórias ou grupos teatrais; músicos, poetas e mediadores de leitura
    etc.

  • Mulheres produtoras de quadrinhos no Brasil: onde estão?

    Deus por Germana Viana

    Que a proporção de representatividade de gênero no meio dos quadrinhos é um debate urgente, dada sua desigualdade histórica, sabemos, bem como em diversas outras frentes.São ondas e movimentos que visam sanar o silêncio das vozes femininas ao longo da História. Cientistas, figuras políticas, esportistas, mulheres envolvidas em diferentes esferas tidas como masculinas, e ignoradas ou furtadas em suas descobertas e contribuições. Claro que elas existem e estão por aí há um tempão, como bem mostra a cartunista Jacky Fleming em “Qual é o problema das mulheres?” lançado pela L&PM em 2018.
    E nos quadrinhos? Desde a falta de protagonistas, ou mesmo de proporção entre personagens homens e mulheres, além das formas de representação do corpo feminino, nos perguntamos: onde estão as mulheres que produzem quadrinhos? Podemos afirmar que com a criação da web e das redes sociais, é notável a ampliação do acesso e conexão entre as mulheres que produzem e o público leitor. São roteiristas, editoras, coloristas, arte-finalistas, desenhistas, várias por vezes invisibilizadas na cadeia de produção dos quadrinhos. Além das publicações independentes, antologias e zines, os coletivos atualmente contribuem para criar visibilidade e garantir o lugar de fala de mulheres cis e trans, que começam a ganhar espaço nas editoras de quadrinhos.

    Compartilhamos alguns grupos nos quais podemos ter mais informações sobre as produções das mulheres no Brasil, bem como páginas mantidas por mulheres para discussões sobre a cultura pop em geral.

    Caso conheça ou faça parte de mais alguma, envie para nós e vamos ampliando esta lista!

    Banco de dados da Lady’s Comics: http://ladyscomics.com.br/bamq 

    Mina de HQ: https://www.facebook.com/minadehq/

    Minas nerd: http://minasnerds.com.br/

    Banca de quadrinistas: http://www.itaucultural.org.br/banca-de-quadrinistas-2017-conheca-as-mulheres-que-expuseram-seus-trabalhos

    Delirium nerd: https://www.facebook.com/delirium.nerd/

    Nó de oito: https://www.facebook.com/NodeOito/

    Preta, Nerd & Burning Hell: https://www.facebook.com/pretaenerd/

    Nebulla: https://www.facebook.com/nebulla.co/

    Zine xxx: https://www.facebook.com/zinexisxisxis/

    Políticas: https://www.facebook.com/politicashq/

    Corpas em risco: https://www.facebook.com/corpasemrisco/

    Mandíbula : https://www.facebook.com/mandibulaquadrinhos/

    Zinas: https://zinaszineiras.wixsite.com/zinas/sobre?fbclid=IwAR1B4yWVgIRek1dNYwNmlyd6E2LufTsEZTNVdea2zEPsSNLNVAr-fyPuJjw

    (Agradecimentos à algumas das indicações a Germana Viana e Dani Marino)

  • Publicações independentes: feiras, feiras e mais feiras.

    Que quadrinistas, fãs, artistas e escritores em geral já se utilizam do bom e velho faça você mesmo, é sabido. Que adoramos nos encontrar, trocar e vender material autoral, independente, autopublicado, também. Agora com o apoio das redes sociais, a iniciativa “Calendário de feiras independentes e artes impressas” mobiliza a construção coletiva do calendário de eventos e feiras em todo o país. 
    O grupo público do Facebook conta atualmente com mais de 2 mil participantes, onde diariamente postam e compartilham diferentes iniciativas relacionadas à publicações independentes e afins.

    Clicando neste  link vocês podem acessar o calendário que vai sendo atualizado e alimentado colaborativamente, com eventos por todo o país. Assim, se você tem zines, quadrinhos, livros e outros trabalhos e queira participar e saber quais feiras e encontros estão acontecendo, convidamos a conhecer o grupo. E sabendo de alguma feira não listada ainda, colabore!

    Zineiros do mundo, uni-vos.

    Para saber mais: Calendário de feiras independentes e artes impressas

  • Participação dos Pesquisadores e Pesquisadoras da ASPAS nas 4as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos

    Em agosto acontece as 4as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, congresso que reúne muitos pesquisadores, estrangeiros e nacionais, entre 22 e 25 de agosto na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.


    Muitos dos associados e associadas da ASPAS estarão presentes.
    Confiram os trabalhos e sessões. 


    HQ E HUMOR: UMA PROPOSTA INTERCULTURAL PARA O ENSINO DE ITALIANO LE 
    MARIA EUGENIA SAVIETTO 
    DENISE MARIA MARGONARI 
    JANAINA TUNUSSI DE OLIVEIRA 
    CONSTRUINDO A VERDADEIRA MULHER: QUANDO A CULTURA DO ESTUPRO SE TRAVESTE DE ROMANCE NOS SHOUJO MANGÁ 
    VALÉRIA FERNANDES DA SILVA 

    RELIGIÃO NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS 
    IURI ANDRÉAS REBLIN 
    JUIZ, JÚRI E EXECUTOR: MITO E RITO COMO ELEMENTOS RELIGIOSOS DE COMUNICAÇÃO DE VALORES NA REFORMULAÇÃO DO SUPER-HOMEM ELABORADA POR JOHN BYRNE 
    RUBEN MARCELINO BENTO DA SILVA 
    HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA ESCOLA: UMA EXPERIÊNCIA COM A PRODUÇÃO DE QUADRINHOS NO ENSINO MÉDIO 
    FÁBIO TAVARES DA SILVA 
    ROGERIO JUNIOR CORREIA TAVARES 
    A REPRESENTAÇÃO FEMININA NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS DO BRASIL E DA AMÉRICA LATINA 
    ROSA ALICIA NONONE CASELLA
    DA SUBVERSÃO AO ABANDONO DA LINGUAGEM EM TIRAS CONTEMPORÂNEAS 
    HENRIQUE MAGALHÃES 
    LIQUIDEZ NOS HERÓIS MARVEL: DA INDÚSTRIA CULTURAL A CULTURA DE MASSAS 
    THIAGO VASCONCELLOS MODENESI 
    O MERCADO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO BRASIL E OS SUPORTES PARA PUBLICAÇÃO DIGITAL 
    DANIELA DOS SANTOS DOMINGUES MARINO
    FIGURAÇÕES DA AMAZÔNIA NA OBRA DE FLAVIO COLIN 
    MÁRCIO DOS SANTOS RODRIGUES 
    DESENVOLVIMENTO DE OFICINAS DE CRIAÇÃO DE QUADRINHOS E FANZINES NA EDUCAÇÃO CIENTÍFICA: EXPERIÊNCIAS NO ENSINO TÉCNICO, SUPERIOR E NA PÓSGRADUAÇÃO 
     DANIELLE BARROS SILVA FORTUNA 
    AS REPRESENTAÇÕES DO CRISTIANISMO NOS QUADRINHOS BRASILEIROS 
    AMARO XAVIER BRAGA JR  
    O CAPITÂO AMÉRICA: UNIVERSO FICCIONAL E CAPITALISMO NORTE-AMERICANO 
    NILDO VIANA
    DESVENDANDO O FÃ DE PERSONAGENS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: UMA REFLEXÂO SOBRE CULTURA DE FÃ, PRÁTICAS DE CONSUMO E PERFORMANCE 
    LARISSA TAMBORINDENGUY BECKO
    QUADRINHOS EXPANDIDOS: PROCESSOS CRIATIVOS DE HQS POÉTICO-FILOSÓFICAS UTILIZANDO ENOC – ESTADOS NÃO ORDINÁRIOS DE CONSCIÊNCIA 
    EDGAR FRANCO 
    QUADRINHOS ONÍRICOS: PROCESSO CRIATIVO A PARTIR DE ENOC 
    MATHEUS MOURA SILVA 
    UMA ANTOLOGIA IMAGÉTICO-AUTORAL EM PROGRESSÃO DE DESENHOS NAS HQS DE TEMÁTICA SUPER-HEROICA E SUA ESTÉTICA DE ESTILOS VARIADOS 
    GAZY ANDRAUS

  • [Ensaio] O Riso como arma de contestação ou naturalização de discursos

    Texto da nossa Sócia, a pesquisadora mestranda em Comunicação na ECA_USP, Dani Marino. Publicado no Iluminerds. 

    Reproduzido da VERSÃO ORIGINAL: HTTP://WWW.ILUMINERDS.COM.BR/O-RISO-COMO-ARMA-DE-CONTESTACAO-OU-NATURALIZACAO-DE-DISCURSOS/ 

    Em tempos de termos como “politicamente correto”, “mimimi”, “problematização” e muitos discursos superficiais em comentários acalorados nas redes sociais, entender um pouco sobre alguns conceitos relacionados ao humor talvez se faça necessário.
    O polêmico filósofo Zizeck afirma em um de seus vídeos que o politicamente correto é uma forma de totalitarismo. Frank Cho alegou sofrer censura na DC por ter seus desenhos editados. Várias pessoas, diante da crítica ou contestação de sua expressão, alegam estar sendo censuradas. Não, quanto à última afirmação, não se trata de um dado empírico, mas poderia ser verificável por qualquer pesquisador que se interesse pelo assunto.
    A questão é, além do desconhecimento sobre o que realmente significa censura, parece haver uma certa desonestidade intelectual para entender que escolhas editoriais nada têm a ver com censura. Nem mesmo o que as pessoas entendem como autocensura, no caso de alguns artistas, chegaria perto disso, porque não existem ferramentas legais ou qualquer argumentação plausível que indique que essas pessoas serão presas, exterminadas, punidas, torturadas por publicarem ou expressarem o que quer que seja.
    O que existe é consequência, que nos faz diretamente responsáveis pelo que divulgamos. Caso ofenda alguém, existem medidas legais para lidar com o problema, mas não há, no meio editorial brasileiro ou em grande parte dos países ocidentais, censores que proíbam que algo seja publicado previamente. O que existe são escolhas editoriais baseadas em performances de lucro, existe um sistema capitalista que prevê que certas produções agradam ou não alguns grupos e baseados nisso, os editores decidem o que será publicado.

    Arte de Motoca
    Maíra Colares

    Obviamente, alguns meios possuem inclinações políticas, religiosas, raciais, sociais, que podem determinar a linha editorial de uma publicação. Ainda assim, vale lembrar que, quando se trata de liberdade de expressão, os conceitos mais amplamente difundidos no ocidente, tratam de garantir e proteger a liberdade de expressão individual como um direito inalienável de ter acesso à informação. Ou seja, publicações em meios que visam lucro, não podem requerer para si a mesma amplitude dos direitos individuais.
    De qualquer forma, apesar da interpretação de certas manifestações serem muito pessoais e subjetivas, vale lembrar que o humor não é apenas uma forma de provocar escárnio e ridicularizar comportamentos. O professor e cartunista premiado Osvaldo da Costa, em seu livro Uma Ovelha Negra na Produção Midiática, lembra que o humor também pode ser uma arma de contestação política:
    “A linguagem do humor – arma política contra regimes repressivos – é também considerada subversiva e de contracultura – pode ser narrada por meio do teatro, da música, da literatura, da imprensa, do cinema e do desenho de humor. Tem como finalidade provocar o riso ou o sorriso. O risível nas piadas e paródias, como imitação burlesca, era um dos recursos mais populares entres os bufões na Antiguidade. Rir de si mesmo e do seu semelhante, seja em tom jocoso ou de escárnio, é um traço marcante da natureza humana desde os tempos mais remotos.”

    Salsicha em Conserva
    https://www.facebook.com/salsichaemconservahq/

    O escritor e semiólogo Umberto Eco, conhecendo o poder inquietador do riso, dedicou uma das de suas maiores obras a ele. Em O nome da Rosa, thriller ambientando na França medieval, a luta dos monges beneditinos do mosteiro de Melk para proteger um manuscrito nunca publicado de Aristóteles acaba causando inúmeras mortes e deixando um rastro de sangue. De acordo com as convicções dos monges mais conservadores do romance, o riso seria algo muito próximo da morte e da corrupção do corpo, mas o filósofo grego, em seu livro que só existiu na ficção, alertava para o poder libertador do riso como um veículo da verdade.
    “O riso desvia, por alguns instantes, o vilão do medo. Mas a lei impõe-se através do medo, cujo nome verdadeiro é temor de Deus. E deste livro poderia partir a centelha luciferina que transmitiria ao mundo inteiro um novo incêndio: e o riso designar-se-ia como a arte nova, ignorada até de Prometeu, para anular o medo. Ao vilão que ri naquele momento, não importa morrer: mas depois, cessada a sua licença, a liturgia impõe-lhe de novo, segundo o desígnio divino, o medo da morte. E deste livro poderia nascer a nova e destruidora aspiração a destruir a morte através da libertação do medo. E que seríamos nós, criaturas pecadoras, sem o medo, talvez o mais provido e afetuoso dos dons divinos?”(ECO,1980: 359)
    Sendo então o riso capaz de nos guiar no caminho de descobertas sobre verdades que talvez nossos governantes prefiram que não tomemos conhecimento, não é de se espantar que tantos cartunistas tenham sido ameaçados, torturados ou mortos durante regimes ditatoriais ocorridos na América Latina, como foi o caso do autor de El Eternauta. Héctor Germán Oesterheld foi sequestrado, assim como quatro de suas filhas, duas delas grávidas, durante o regime militar da Argentina. Apesar de El Eternauta ser uma história de ficção, o conteúdo de sua segunda parte apresenta teor político, o que teria causado o desaparecimento de um dos autores mais consagrados de histórias em quadrinhos da América Latina.

    https://www.facebook.com/pg/sirlanneynogueira/photos/
    Todo mundo erra – por Sirlanney e Clara Averbuck Magra de ruim

    Muito embora estejamos acostumados a associar o riso ao escárnio e à representação de estereótipos que acabam perpetuando certas opressões, entendemos que sua função crítica foi e ainda é extremamente necessária quando se trata de contestar sistemas políticos ou situações com as quais não concordamos. Porém, o que talvez não estejamos acostumados a perceber, é que o riso também pode ser uma forma de naturalizar comportamentos que são recriminados socialmente.
    O professor, pesquisador e um dos diretores da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS, Amaro Braga, tem se dedicado à pesquisa de tiras cômicas e histórias em quadrinhos que, ao abordarem temas como religião, sexualidade e gênero, façam isso como uma forma de naturalizar comportamentos e práticas, ao invés de perpetuarem um discurso de ódio e preconceito contra grupos minorizados.
    Em sua apresentação no XVII Congresso Internacional de Humor Luso-Hispânico, na UNESP/Araraquara, Amaro usou exemplos de tiras e HQ que, além de abordar temas que os professores sentem dificuldade de trabalhar em sala de aula, fazem isso de forma cômica e natural, o que propiciaria aos educadores acessar seus alunos de formas mais tranquila e leve, principalmente se tivermos em mente que os alunos provavelmente já têm acesso a estes trabalhos via internet e redes sociais.

    https://www.facebook.com/transistorizada/

    Portanto, ainda que estejamos mais acostumados a entender o humor como uma forma de humilhar certos grupos, carecemos mesmo é de boa interpretação e melhor desenvolvimento de nossas capacidades cognitivas. Carecemos também de uma educação que nos ensine que nenhuma produção cultural é desprendida de seu contexto e que conhecer previamente o posicionamento de quem produz é fundamental para interpretar certas obras.
    Por isso, vou comentar rapidamente dois exemplos apenas para ilustrar o que já mencionei acima.
    Quem acompanha a página Motoca, já sabe que o posicionamento da artista está alinhado com um pensamento que privilegie a visibilidade de grupos minorizados, no sentido de promover reflexões que possam favorecer maior empatia por parte de quem costuma oprimir os outros. Quando da polêmica  – que sequer deveria ter virado notícia – do turbante, a página postou essa ilustração/charge que foi interpretada de maneiras diferentes por pessoas de convicções contrárias. Minha leitura – confirmada pela própria artista – foi que as pessoas que apoiaram a hashtag #vaiterbrancadeturbantesim – ou algo do gênero – não atentaram para o fato de que o problema vai muito além de poder ou não usar um pano na cabeça, já que os maiores representantes de culturas que fariam uso de turbante no Brasil, são assassinados, apedrejados… Uma forma de dizer que a cultura negra é popular, mas os negros não.

    Turbante
    https://www.facebook.com/colaresmaira/

    No entanto, uma quantidade grande de pessoas interpretou como uma forma da artista dizer que ninguém deveria se importar com um turbante, porque existiam problemas maiores, como se ela estivesse endossando a fala do “estão fazendo mimimi, a pessoa usa o que quiser”, quando na verdade, essa nem é a questão do problema.
    Uma mesma ilustração gerou leituras com interpretações diferentes, tal qual aconteceu com esse post do Sensacionalista, sabidamente satírico, mas ainda assim, também com posicionamento mais alinhado com os movimentos sociais, e que foi problematizado por algumas mulheres como sendo uma piada com um assunto sério, quando se trata na verdade de uma forte crítica a um comportamento naturalizado. Nesse sentido, o que se buscou aqui foi chamar a atenção para algo que é naturalizado e não deveria ser.
    Longe de encerrar a discussão, porque é um tema polêmico, o objetivo aqui é justamente lembrar que discussões e análises superficiais não contribuem para que problemas sérios sejam sanados. O humor também é coisa muito séria e sua produção é necessária para que certos assuntos continuem sendo abordados de forma crítica, ainda que por meio do riso.

    https://www.facebook.com/mundomeioroxo/
    Todo mundo meio roxo

    BRAGA JR, Amaro X. O humor das tiras em quadrinhos na educação para a diversidade sexual. Palestra. 10 nov.2016. XVII Congresso Internacional de Humor Luso-Hispânico, São Paulo, UNESP/Araraquara. 60min., 2016. [Mesa Redonda 4 – Humor e HQ]
    DA COSTA, Oswaldo. UMA OVELHA NEGRA NA CULTURA MIDIÁTICA: Inovações do Humor Gráfico na imprensa alternativa brasileira. São Caetano do Sul. Universidade Municipal de São Caetano do Sul. 2012. Disponível em: http://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/256
    ECO, Umberto. O nome da Rosa. São Paulo. Record. 2009

    DANI MARINO 

    Dani Marino
    Dani Marino é pesquisadora de Quadrinhos, integrante do
    Observatório de Quadrinhos da ECA/USP e da 
    Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS. 
    Formada em Letras, com habilitação Português/Inglês, 
    atualmente cursa o Mestrado em Comunicação na Escola 
    de Artes e Comunicação da USP. 
    Também colabora com outros sites de cultura pop e quadrinhos 
    como o Minas Nerds, Quadro-a-Quadro, entre outros.

  • Resumos para o XVII Congresso da Sociedade Internacional para o Estudo do Humor Luso-Hispânico será até 30-09

    Inscrições para o XVII Congresso da Sociedade Internacional para o Estudo do Humor Luso-Hispânico será até amanhã (30-09). ATENÇÃO: há premiação para os melhores trabalhos de mestrandos e doutorandos!!!!

    XVII Congresso da Sociedade Internacional para o Estudo do Humor Luso-Hispânico
    Dias: 09, 10 e 11 de novembro de 2016
    Local: UNESP – Araraquara – SP
    O XVII Congresso da Sociedade Internacional para o Estudo do Humor Luso-Hispânico terá lugar no Brasil, pelo segundo ano consecutivo, desde a primeira edição, ocorrida em 1996, na Filadélfia (Pennsylvania/EUA).

    O evento já foi sediado em grandes centros universitários e culturais, como: Monteal e Sudbury (Canadá), San Juan de Porto Rico, Santiago do Chile, Cidade do México Monterrey e Guadalajara no México, Minneapolis (Minnesota), São José da Costa Rica, Lisboa, Kansas City, Honolulu (Havaí) e no Brasil, na Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Cuiabá, em 2015.

    Dessa forma, é motivo de grande orgulho para o Departamento de Didática e o Programa de Pós-graduação em Educação Sexual da Faculdade de Ciências e Letras, Campus de Araraquara, acolher, de 09 a 11 de novembro de 2016, este prestigiado congresso.

    Aqui vão se reunir, vindos de Portugal, Espanha, França, Itália, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Chile, Argentina, México, entre outros, estudiosos do humor nas suas diferentes vertentes. Para além dos eventos culturais programados, submetemos a concurso um prêmio pecuniário, instituído pela Sociedade Internacional para o Estudo do Humor Luso-Hispânico, para o melhor ensaio apresentado por um estudante de Mestrado ou em nível de Doutoramento, avaliado por um júri internacional, a ser atribuído no primeiro dia do congresso.

    Nesses vinte anos de existência da Sociedade, os campos do saber foram alargando-se da clássica literatura e das abordagens teóricas sobre o humor, ramificaram-se pelos caminhos da linguística, educação, semiótica, cinema, música, literatura, Internet, HQ’s, teatro, meios de comunicação de massa, história, saúde, psicologia, dentre outros.

    Por fim, esperamos que essas trocas acadêmicas, de discussões sempre tão profícuas, sejam feitas e vividas com muito Humor.
    Envio de trabalhos Até dia 30/Setembro
    Normas e maiores informações pelo blog:
    http://congressodehumorlusohispanico.blogspot.com.br/
    Ou email: congressohumorlusohispanico@gmail.com
    Ficha de Inscrição:
    https://docs.google.com/…/1FAIpQLSel4oHMlB8W-MAdd2…/viewform
    VALORES
    Até 30/setembro
    Após 30/setembro
    Ouvintes e Alunos da Graduação (Banner)
    R$ 50,00
    R$ 80,00
    Alunos de Pós-Graduação
    R$ 120,00
    R$ 150,00
    Professores
    R$ 200,00
    R$ 230,00
    O Valor deverá ser depositado na conta corrente:
    Banco Santander (033) – Agencia: 0044 – Conta Correte: 01-071410-2
    Em nome de Denise Maria Margonari
    E enviar o comprovante para o email.
    *Pagamentos Internacionais entrar em contato pelo email.
    Haverá o Concurso do Melhor Trabalho para Estudantes de Mestrado e Doutorado
    Prêmio Paul Seaver de R$ 500.