Autor: Lucio Luiz

  • LANÇAMENTO DE LIVROS DURANTE O III ENTRE ASPAS

    Durante o III Entre ASPAS ocorreu o lançamento de livros e fanzines de associados, na noite do dia 26 de maio de 2017. Confira as fotos!

  • OFICINAS

    Durante o III Entre Aspas serão oferecidas oficinas para os participantes e para a comunidade local. Confira!

  • OFICINAS

    Durante o III Entre Aspas serão oferecidas oficinas para os participantes e para a comunidade local. Confira!

  • PROGRAMAÇÃO DO III ENTRE ASPAS



    Programação geral
    do III Encontro Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial (III EntreASPAS)

    25
    a 27 de Maio de 2017 – Leopoldina – MG
    24/05 (Quarta)
    25/05 (Quinta)
    26/05 (Sexta)
    27/05 (Sábado)
    09h00
    Credenciamento
    e Recepção de Boas Vindas
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    Sessão de Comunicações 3 e 4
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    09h30
    Mesa de Abertura
    Panorama, Perspectivas
    Diretoria ASPAS
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    Videoconferência
    “A alfabetização visual e a utilização do desenho como
    ferramenta para o diálogo comunitário”
    Com Laure Garancher
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    11h30
    Pausa para Almoço
    Pausa para Almoço
    Homologação
    da Nova Equipe Diretiva
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    12h00
    Almoço de Despedida
    13h30
    – Painel 1 –
    Com Edgar Franco e Gazy Andraus
    Moderação: Danielle Barros
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    – Painel 2 –
    Com Natania Nogueira e Daniela Marino
    Moderação: Maiara de Almeida
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    Livre para turismo e/ou retorno
    15h30
    Intervalo refrescante
    Intervalo refrescante
    16h00
    Oficina 1 (Vinícius Arantes)
    Local: Centro
    Cultural Mauro Almeida
    Oficina 2 (Hamilton Kabuna)
    Local: Centro
    Cultural Mauro Almeida
    18h00
    Sessão de Comunicações 1 e 2
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    Assembleia Geral e Eleição
    Local: Casa de
    Leitura Lya Botelho
    19h00
    Recepção Informal
    Local:
    Restaurante Estação
    Leopoldina
    20h00
    Confraternização
    Confraternização,
    Lançamento de Livros,
    Programação Cultural
    Local: Centro
    Cultural Mauro Almeida
    Confraternização,
    Lançamento de Livros,
    Programação Cultural
    Local: Centro
    Cultural Mauro Almeida
    Painel 1 (25/05)
    Com Edgar Silveira Franco
    e Gazy Andraus
    Moderação: Danielle Barros Silva
    Fortuna
    Painel 2 (26/05)
    Com Natania Aparecida da Silva Nogueira
    e Daniela dos Santos Domingues
    Marino
    Moderação: Maiara Alvim de Almeida
    13h30
    Criando Quadrinhos Poético-filosóficos em
    Parceria: A Experiência do Álbum “Duetos Essenciais”
    (Edgar Silveira Franco)
    Imagens e HQs do fanzine poético 3D’Imagens, um experimento para
    impressão tridimensionalizada
    (Gazy Andraus)
    As mulheres nos quadrinhos: o caso da Suécia
    (Natania Aparecida da Silva Nogueira)
    O processo deliberativo no encontro com Trina Robbins
    (Daniela dos Santos Domingues Marino)
    15h00
    DEBATE
    DEBATE
    Sessão de Comunicações 1 (25/05)
    Sessão de Comunicações 2 (25/05)
    18h00
    O MOSTRAR E O NARRAR NA NONA ARTE:
    UMA ANÁLISE DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS “HERE”
    – Cátia Ana Baldoino da Silva
    PROCESSOS CRIATIVOS NA CONSTRUÇÃO DOS ESTEREÓTIPOS “DERES” NOS
    MANGÁS: ASPECTOS ESTÉTICOS, SOCIAIS E NARRATIVOS
    – Amaro Xavier Braga Júnior
    18h20
    BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL EM QUADRINHOS
     – Danielle Barros Silva
    Fortuna
    MÉTODO TEOLÓGICO PARA LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE HISTÓRIAS EM
    QUADRINHOS – Iuri Andréas Reblin
    18h40
    QUANDO A ESCULTURA ADENTRA OS QUADRINHOS
    – Fábio Purper Machado
    RELIGIÃO E QUADRINHOS: A VALORIZAÇÃO DA RELIGIOSIDADE DE MATRIZ
    AFRICANA NA ARTE SEQUENCIAL
    – Susan Karolaine Gonçalves Soares Barbosa
    19h00
    DEBATE
    DEBATE
    20h00
    ENCERRAMENTO
    ENCERRAMENTO
    Sessão de Comunicações 3 (26/05)
    Sessão de Comunicações 4 (26/05)
    09h00
    A GARRA CINZENTA ATACA! A ARTE DOS QUADRINHOS BRASILEIROS DE
    FRANCISCO ARMOND E RENATO SILVA NOS ANOS 1930
    – Valéria Aparecida Bari
    LEMBRANÇAS QUE SÃO AVES, REVOANDO SOBRE O PASSADO: A INFÂNCIA, A
    GUERRA E A AMIZADE EM O JOGO DAS ANDORINHAS
    – Sabrina da Paixão Brésio
    09h20
    HQS PROMOVENDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A CONSCIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO
    SUSTENTÁVEL
    – Thiago Vasconcellos Modenesi
    DESVENDANDO O FÃ DE PERSONAGENS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: UMA
    REFLEXÃO SOBRE CULTURA DO FÃ, PRÁTICAS DE CONSUMO E PERFORMANCE
    – Larissa Tamborindenguy Becko
    09h40
    PROJETO DE PESQUISA:
    (RE)CONTANDO A GEOGRAFIA EM QUADRINHOS DIGITAIS
    – Vinicius Arantes de Souza
    A GALÁXIA DE HUSSIE: LEITORES COMO AUTORES
    DE WEBCOMICS E O CASO DO SITE PARADOX SPACE
    – Maiara Alvim de Almeida
    10h00
    A UTILIZAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: O
    QUE DIZEM AS PESQUISAS?
    – Vinicius Arantes de Souza
    QUADRINHOS AUTORAIS E REPRESENTAÇÃO TRANSGÊNERO:
    RETRATANDO A REALIDADE NAS MEMÓRIAS DE MALU
    – Raul Felipe Silva Rodrigues
    10h20
    ENOCS E HQS: QUADRINHOS VISIONÁRIOS DE SERGIO MACEDO
    – Matheus Moura Silva
    NEM VIVOS, NEM MORTOS… CAMINHANDO PARA LUGAR ALGUM:
    DESMITIFICAÇÃO DOS MORTOS NO FILME “A VOLTA DOS MORTOS VIVOS” E NO ROMANCE
    HOMÔNIMO
    – Ruben Marcelino Bento da Silva
    10h40
    DEBATE
    DEBATE
    11h30
    ENCERRAMENTO
    ENCERRAMENTO

  • PROGRAMAÇÃO DO III ENTRE ASPAS


    Programação geral do III Encontro Nacional de Pesquisadores em Arte Sequencial (III EntreASPAS)

    25 a 27 de Maio de 2017 – Leopoldina – MG
    24/05 (Quarta)
    25/05 (Quinta)
    26/05 (Sexta)
    27/05 (Sábado)
    09h00
    Credenciamento
    e Recepção de Boas Vindas
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    Sessão de Comunicações 3 e 4
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    09h30
    Mesa de Abertura
    Panorama, Perspectivas
    Diretoria ASPAS
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    Videoconferência
    “A alfabetização visual e a utilização do desenho como ferramenta para o diálogo comunitário”
    Com Laure Garancher
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    11h30
    Pausa para Almoço
    Pausa para Almoço
    Homologação
    da Nova Equipe Diretiva
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    12h00
    Almoço de Despedida
    13h30
    – Painel 1 –
    Com Edgar Franco e Gazy Andraus
    Moderação: Danielle Barros
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    – Painel 2 –
    Com Natania Nogueira e Daniela Marino
    Moderação: Maiara de Almeida
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    Livre para turismo e/ou retorno
    15h30
    Intervalo refrescante
    Intervalo refrescante
    16h00
    Oficina 1 (Vinícius Arantes)
    Local: Centro Cultural Mauro Almeida
    Oficina 2 (Hamilton Kabuna)
    Local: Centro Cultural Mauro Almeida
    18h00
    Sessão de Comunicações 1 e 2
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    Assembleia Geral e Eleição
    Local: Casa de Leitura Lya Botelho
    19h00
    Recepção Informal
    Local:
    Restaurante Estação Leopoldina
    20h00
    Confraternização
    Confraternização,
    Lançamento de Livros,
    Programação Cultural
    Local: Centro Cultural Mauro Almeida
    Confraternização,
    Lançamento de Livros,
    Programação Cultural
    Local: Centro Cultural Mauro Almeida
    Painel 1 (25/05)
    Com Edgar Silveira Franco
    e Gazy Andraus
    Moderação: Danielle Barros Silva Fortuna
    Painel 2 (26/05)
    Com Natania Aparecida da Silva Nogueira
    e Daniela dos Santos Domingues Marino
    Moderação: Maiara Alvim de Almeida
    13h30
    Criando Quadrinhos Poético-filosóficos em Parceria: A Experiência do Álbum “Duetos Essenciais”
    (Edgar Silveira Franco)
    Imagens e HQs do fanzine poético 3D’Imagens, um experimento para impressão tridimensionalizada
    (Gazy Andraus)
    As mulheres nos quadrinhos: o caso da Suécia
    (Natania Aparecida da Silva Nogueira)
    O processo deliberativo no encontro com Trina Robbins
    (Daniela dos Santos Domingues Marino)
    15h00
    DEBATE
    DEBATE
    Sessão de Comunicações 1 (25/05)
    Sessão de Comunicações 2 (25/05)
    18h00
    O MOSTRAR E O NARRAR NA NONA ARTE:
    UMA ANÁLISE DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS “HERE”
    – Cátia Ana Baldoino da Silva
    PROCESSOS CRIATIVOS NA CONSTRUÇÃO DOS ESTEREÓTIPOS “DERES” NOS MANGÁS: ASPECTOS ESTÉTICOS, SOCIAIS E NARRATIVOS
    – Amaro Xavier Braga Júnior
    18h20
    BIOSSEGURANÇA LABORATORIAL EM QUADRINHOS
     – Danielle Barros Silva Fortuna
    MÉTODO TEOLÓGICO PARA LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS – Iuri Andréas Reblin
    18h40
    QUANDO A ESCULTURA ADENTRA OS QUADRINHOS
    – Fábio Purper Machado
    RELIGIÃO E QUADRINHOS: A VALORIZAÇÃO DA RELIGIOSIDADE DE MATRIZ AFRICANA NA ARTE SEQUENCIAL
    – Susan Karolaine Gonçalves Soares Barbosa
    19h00
    DEBATE
    DEBATE
    20h00
    ENCERRAMENTO
    ENCERRAMENTO
    Sessão de Comunicações 3 (26/05)
    Sessão de Comunicações 4 (26/05)
    09h00
    A GARRA CINZENTA ATACA! A ARTE DOS QUADRINHOS BRASILEIROS DE FRANCISCO ARMOND E RENATO SILVA NOS ANOS 1930
    – Valéria Aparecida Bari
    LEMBRANÇAS QUE SÃO AVES, REVOANDO SOBRE O PASSADO: A INFÂNCIA, A GUERRA E A AMIZADE EM O JOGO DAS ANDORINHAS
    – Sabrina da Paixão Brésio
    09h20
    HQS PROMOVENDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A CONSCIÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    – Thiago Vasconcellos Modenesi
    DESVENDANDO O FÃ DE PERSONAGENS DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: UMA REFLEXÃO SOBRE CULTURA DO FÃ, PRÁTICAS DE CONSUMO E PERFORMANCE
    – Larissa Tamborindenguy Becko
    09h40
    PROJETO DE PESQUISA:
    (RE)CONTANDO A GEOGRAFIA EM QUADRINHOS DIGITAIS
    – Vinicius Arantes de Souza
    A GALÁXIA DE HUSSIE: LEITORES COMO AUTORES
    DE WEBCOMICS E O CASO DO SITE PARADOX SPACE
    – Maiara Alvim de Almeida
    10h00
    A UTILIZAÇÃO DE HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: O QUE DIZEM AS PESQUISAS?
    – Vinicius Arantes de Souza
    QUADRINHOS AUTORAIS E REPRESENTAÇÃO TRANSGÊNERO:
    RETRATANDO A REALIDADE NAS MEMÓRIAS DE MALU
    – Raul Felipe Silva Rodrigues
    10h20
    ENOCS E HQS: QUADRINHOS VISIONÁRIOS DE SERGIO MACEDO
    – Matheus Moura Silva
    NEM VIVOS, NEM MORTOS… CAMINHANDO PARA LUGAR ALGUM: DESMITIFICAÇÃO DOS MORTOS NO FILME “A VOLTA DOS MORTOS VIVOS” E NO ROMANCE HOMÔNIMO
    – Ruben Marcelino Bento da Silva
    10h40
    DEBATE
    DEBATE
    11h30
    ENCERRAMENTO
    ENCERRAMENTO

  • INSCREVA-SE NO III Entre ASPAS


    O III Entre ASPAS ocorrerá entre os dias 25 e 27 de maio de 2017, na cidade de Leopoldina (MG). O Entre ASPAS é um encontro promovido pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) com o objetivo de reunir seus associados e associadas, a cada dois anos, na cidade de Leopoldina, sede física da ASPAS. 

    A ASPAS surgiu devido ao grande número de pesquisadores e pesquisadoras envolvidos com o universo da Arte Sequencial e a realização de estudos em diversas áreas do conhecimento que utilizaram, em especial, as histórias em quadrinhos como objetos de suas análises. Entretanto, a “arte sequencial” aqui é compreendida num sentido bem mais elástico que aquele atribuído por Will Eisner originalmente, envolvendo também cinema, animações, e outros formatos de “arte sequencial”, muito embora as histórias em quadrinhos ocupem um lugar primordial na discussão.

    Além de ser um evento científico, o Entre ASPAS também é um encontro administrativo, isto é, parte da programação será reservada para questões internas da ASPAS, como a assembleia geral da associação. Aberta a todos os associados e todas as associadas, nela serão apresentadas propostas de ação efetiva e será homologada a nova diretoria cujo mandato terá a duração de dois anos. Parte da sua programação será voltada a mesas e debates acerca dos rumos futuros da ASPAS e da pesquisa em Arte Sequencial no Brasil.

    SOBRE AS INSCRIÇÕES
    Poderão participar do III Entre ASPAS os associados e as associadas da ASPAS, bem como demais profissionais que desenvolvam atividades ou tenham interesse em desenvolver ações relacionadas ao estudo ou à pesquisa envolvendo artes sequenciais (quadrinhos, animação, cinema). Portanto, é um evento acadêmico, de viés científico e didático, voltado à profissionais, professores e professoras, estudantes de graduação e pós-graduação e demais interessados da comunidade em geral.

    Participantes poderão se inscrever como ouvintes e como apresentadores e apresentadoras de trabalho. Para ambos os casos, serão conferidos certificados de participação, desde que a inscrição esteja efetivada e que, no caso da apresentação oral, participantes se façam presentes para comunicar o trabalho.

    Será cobrada uma taxa única de inscrição para participantes que não são associados da ASPAS, no valor de R$ 75,00, via depósito bancário (os dados serão fornecidos em e-mail de resposta à solicitação de inscrição). Associados e associadas da ASPAS, em dia com todas as anuidades (inclusive a de 2017) estão isentos de pagamento de inscrição, sendo necessário apenas a confirmação da presença, igualmente por e-mail. As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do e-mail aspascontato@gmail.com, impreterivelmente a partir do envio dos seguintes dados:
    NOTAS SOBRE A APRESENTAÇÃO ORAL
    • Os temas para apresentação oral são livres em termos de abordagem e podem refletir pesquisas realizadas ou em andamento (TCCs, dissertações, teses, entre outros), bem como relatos de experiência ou prática pedagógica, desde que relacionados à arte sequencial;
    • O número de vagas para apresentação oral é limitado;
    • A organização do evento enviará carta de aceite diretamente ao/à proponente;
    • O envio do texto completo se dará após o evento, e as normas de apresentação técnico-científica, os prazos e outras informações serão comunicados diretamente aos inscritos que apresentaram seus trabalhos no evento.
    DATAS DE PRAZOS

  • INSCREVA-SE NO III Entre ASPAS


    O III Entre ASPAS ocorrerá entre os dias 25 e 27 de maio de 2017, na cidade de Leopoldina (MG). O Entre ASPAS é um encontro promovido pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) com o objetivo de reunir seus associados e associadas, a cada dois anos, na cidade de Leopoldina, sede física da ASPAS. 

    A ASPAS surgiu devido ao grande número de pesquisadores e pesquisadoras envolvidos com o universo da Arte Sequencial e a realização de estudos em diversas áreas do conhecimento que utilizaram, em especial, as histórias em quadrinhos como objetos de suas análises. Entretanto, a “arte sequencial” aqui é compreendida num sentido bem mais elástico que aquele atribuído por Will Eisner originalmente, envolvendo também cinema, animações, e outros formatos de “arte sequencial”, muito embora as histórias em quadrinhos ocupem um lugar primordial na discussão.

    Além de ser um evento científico, o Entre ASPAS também é um encontro administrativo, isto é, parte da programação será reservada para questões internas da ASPAS, como a assembleia geral da associação. Aberta a todos os associados e todas as associadas, nela serão apresentadas propostas de ação efetiva e será homologada a nova diretoria cujo mandato terá a duração de dois anos. Parte da sua programação será voltada a mesas e debates acerca dos rumos futuros da ASPAS e da pesquisa em Arte Sequencial no Brasil.

    SOBRE AS INSCRIÇÕES
    Poderão participar do III Entre ASPAS os associados e as associadas da ASPAS, bem como demais profissionais que desenvolvam atividades ou tenham interesse em desenvolver ações relacionadas ao estudo ou à pesquisa envolvendo artes sequenciais (quadrinhos, animação, cinema). Portanto, é um evento acadêmico, de viés científico e didático, voltado à profissionais, professores e professoras, estudantes de graduação e pós-graduação e demais interessados da comunidade em geral.

    Participantes poderão se inscrever como ouvintes e como apresentadores e apresentadoras de trabalho. Para ambos os casos, serão conferidos certificados de participação, desde que a inscrição esteja efetivada e que, no caso da apresentação oral, participantes se façam presentes para comunicar o trabalho.

    Será cobrada uma taxa única de inscrição para participantes que não são associados da ASPAS, no valor de R$ 75,00, via depósito bancário (os dados serão fornecidos em e-mail de resposta à solicitação de inscrição). Associados e associadas da ASPAS, em dia com todas as anuidades (inclusive a de 2017) estão isentos de pagamento de inscrição, sendo necessário apenas a confirmação da presença, igualmente por e-mail. As inscrições serão realizadas exclusivamente por meio do e-mail aspascontato@gmail.com, impreterivelmente a partir do envio dos seguintes dados:
    NOTAS SOBRE A APRESENTAÇÃO ORAL
    • Os temas para apresentação oral são livres em termos de abordagem e podem refletir pesquisas realizadas ou em andamento (TCCs, dissertações, teses, entre outros), bem como relatos de experiência ou prática pedagógica, desde que relacionados à arte sequencial;
    • O número de vagas para apresentação oral é limitado;
    • A organização do evento enviará carta de aceite diretamente ao/à proponente;
    • O envio do texto completo se dará após o evento, e as normas de apresentação técnico-científica, os prazos e outras informações serão comunicados diretamente aos inscritos que apresentaram seus trabalhos no evento.
    DATAS DE PRAZOS

  • [Ensaio] O Riso como arma de contestação ou naturalização de discursos

    Texto da nossa Sócia, a pesquisadora mestranda em Comunicação na ECA_USP, Dani Marino. Publicado no Iluminerds. 

    Reproduzido da VERSÃO ORIGINAL: HTTP://WWW.ILUMINERDS.COM.BR/O-RISO-COMO-ARMA-DE-CONTESTACAO-OU-NATURALIZACAO-DE-DISCURSOS/ 

    Em tempos de termos como “politicamente correto”, “mimimi”, “problematização” e muitos discursos superficiais em comentários acalorados nas redes sociais, entender um pouco sobre alguns conceitos relacionados ao humor talvez se faça necessário.
    O polêmico filósofo Zizeck afirma em um de seus vídeos que o politicamente correto é uma forma de totalitarismo. Frank Cho alegou sofrer censura na DC por ter seus desenhos editados. Várias pessoas, diante da crítica ou contestação de sua expressão, alegam estar sendo censuradas. Não, quanto à última afirmação, não se trata de um dado empírico, mas poderia ser verificável por qualquer pesquisador que se interesse pelo assunto.
    A questão é, além do desconhecimento sobre o que realmente significa censura, parece haver uma certa desonestidade intelectual para entender que escolhas editoriais nada têm a ver com censura. Nem mesmo o que as pessoas entendem como autocensura, no caso de alguns artistas, chegaria perto disso, porque não existem ferramentas legais ou qualquer argumentação plausível que indique que essas pessoas serão presas, exterminadas, punidas, torturadas por publicarem ou expressarem o que quer que seja.
    O que existe é consequência, que nos faz diretamente responsáveis pelo que divulgamos. Caso ofenda alguém, existem medidas legais para lidar com o problema, mas não há, no meio editorial brasileiro ou em grande parte dos países ocidentais, censores que proíbam que algo seja publicado previamente. O que existe são escolhas editoriais baseadas em performances de lucro, existe um sistema capitalista que prevê que certas produções agradam ou não alguns grupos e baseados nisso, os editores decidem o que será publicado.

    Arte de Motoca
    Maíra Colares

    Obviamente, alguns meios possuem inclinações políticas, religiosas, raciais, sociais, que podem determinar a linha editorial de uma publicação. Ainda assim, vale lembrar que, quando se trata de liberdade de expressão, os conceitos mais amplamente difundidos no ocidente, tratam de garantir e proteger a liberdade de expressão individual como um direito inalienável de ter acesso à informação. Ou seja, publicações em meios que visam lucro, não podem requerer para si a mesma amplitude dos direitos individuais.
    De qualquer forma, apesar da interpretação de certas manifestações serem muito pessoais e subjetivas, vale lembrar que o humor não é apenas uma forma de provocar escárnio e ridicularizar comportamentos. O professor e cartunista premiado Osvaldo da Costa, em seu livro Uma Ovelha Negra na Produção Midiática, lembra que o humor também pode ser uma arma de contestação política:
    “A linguagem do humor – arma política contra regimes repressivos – é também considerada subversiva e de contracultura – pode ser narrada por meio do teatro, da música, da literatura, da imprensa, do cinema e do desenho de humor. Tem como finalidade provocar o riso ou o sorriso. O risível nas piadas e paródias, como imitação burlesca, era um dos recursos mais populares entres os bufões na Antiguidade. Rir de si mesmo e do seu semelhante, seja em tom jocoso ou de escárnio, é um traço marcante da natureza humana desde os tempos mais remotos.”

    Salsicha em Conserva
    https://www.facebook.com/salsichaemconservahq/

    O escritor e semiólogo Umberto Eco, conhecendo o poder inquietador do riso, dedicou uma das de suas maiores obras a ele. Em O nome da Rosa, thriller ambientando na França medieval, a luta dos monges beneditinos do mosteiro de Melk para proteger um manuscrito nunca publicado de Aristóteles acaba causando inúmeras mortes e deixando um rastro de sangue. De acordo com as convicções dos monges mais conservadores do romance, o riso seria algo muito próximo da morte e da corrupção do corpo, mas o filósofo grego, em seu livro que só existiu na ficção, alertava para o poder libertador do riso como um veículo da verdade.
    “O riso desvia, por alguns instantes, o vilão do medo. Mas a lei impõe-se através do medo, cujo nome verdadeiro é temor de Deus. E deste livro poderia partir a centelha luciferina que transmitiria ao mundo inteiro um novo incêndio: e o riso designar-se-ia como a arte nova, ignorada até de Prometeu, para anular o medo. Ao vilão que ri naquele momento, não importa morrer: mas depois, cessada a sua licença, a liturgia impõe-lhe de novo, segundo o desígnio divino, o medo da morte. E deste livro poderia nascer a nova e destruidora aspiração a destruir a morte através da libertação do medo. E que seríamos nós, criaturas pecadoras, sem o medo, talvez o mais provido e afetuoso dos dons divinos?”(ECO,1980: 359)
    Sendo então o riso capaz de nos guiar no caminho de descobertas sobre verdades que talvez nossos governantes prefiram que não tomemos conhecimento, não é de se espantar que tantos cartunistas tenham sido ameaçados, torturados ou mortos durante regimes ditatoriais ocorridos na América Latina, como foi o caso do autor de El Eternauta. Héctor Germán Oesterheld foi sequestrado, assim como quatro de suas filhas, duas delas grávidas, durante o regime militar da Argentina. Apesar de El Eternauta ser uma história de ficção, o conteúdo de sua segunda parte apresenta teor político, o que teria causado o desaparecimento de um dos autores mais consagrados de histórias em quadrinhos da América Latina.

    https://www.facebook.com/pg/sirlanneynogueira/photos/
    Todo mundo erra – por Sirlanney e Clara Averbuck Magra de ruim

    Muito embora estejamos acostumados a associar o riso ao escárnio e à representação de estereótipos que acabam perpetuando certas opressões, entendemos que sua função crítica foi e ainda é extremamente necessária quando se trata de contestar sistemas políticos ou situações com as quais não concordamos. Porém, o que talvez não estejamos acostumados a perceber, é que o riso também pode ser uma forma de naturalizar comportamentos que são recriminados socialmente.
    O professor, pesquisador e um dos diretores da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS, Amaro Braga, tem se dedicado à pesquisa de tiras cômicas e histórias em quadrinhos que, ao abordarem temas como religião, sexualidade e gênero, façam isso como uma forma de naturalizar comportamentos e práticas, ao invés de perpetuarem um discurso de ódio e preconceito contra grupos minorizados.
    Em sua apresentação no XVII Congresso Internacional de Humor Luso-Hispânico, na UNESP/Araraquara, Amaro usou exemplos de tiras e HQ que, além de abordar temas que os professores sentem dificuldade de trabalhar em sala de aula, fazem isso de forma cômica e natural, o que propiciaria aos educadores acessar seus alunos de formas mais tranquila e leve, principalmente se tivermos em mente que os alunos provavelmente já têm acesso a estes trabalhos via internet e redes sociais.

    https://www.facebook.com/transistorizada/

    Portanto, ainda que estejamos mais acostumados a entender o humor como uma forma de humilhar certos grupos, carecemos mesmo é de boa interpretação e melhor desenvolvimento de nossas capacidades cognitivas. Carecemos também de uma educação que nos ensine que nenhuma produção cultural é desprendida de seu contexto e que conhecer previamente o posicionamento de quem produz é fundamental para interpretar certas obras.
    Por isso, vou comentar rapidamente dois exemplos apenas para ilustrar o que já mencionei acima.
    Quem acompanha a página Motoca, já sabe que o posicionamento da artista está alinhado com um pensamento que privilegie a visibilidade de grupos minorizados, no sentido de promover reflexões que possam favorecer maior empatia por parte de quem costuma oprimir os outros. Quando da polêmica  – que sequer deveria ter virado notícia – do turbante, a página postou essa ilustração/charge que foi interpretada de maneiras diferentes por pessoas de convicções contrárias. Minha leitura – confirmada pela própria artista – foi que as pessoas que apoiaram a hashtag #vaiterbrancadeturbantesim – ou algo do gênero – não atentaram para o fato de que o problema vai muito além de poder ou não usar um pano na cabeça, já que os maiores representantes de culturas que fariam uso de turbante no Brasil, são assassinados, apedrejados… Uma forma de dizer que a cultura negra é popular, mas os negros não.

    Turbante
    https://www.facebook.com/colaresmaira/

    No entanto, uma quantidade grande de pessoas interpretou como uma forma da artista dizer que ninguém deveria se importar com um turbante, porque existiam problemas maiores, como se ela estivesse endossando a fala do “estão fazendo mimimi, a pessoa usa o que quiser”, quando na verdade, essa nem é a questão do problema.
    Uma mesma ilustração gerou leituras com interpretações diferentes, tal qual aconteceu com esse post do Sensacionalista, sabidamente satírico, mas ainda assim, também com posicionamento mais alinhado com os movimentos sociais, e que foi problematizado por algumas mulheres como sendo uma piada com um assunto sério, quando se trata na verdade de uma forte crítica a um comportamento naturalizado. Nesse sentido, o que se buscou aqui foi chamar a atenção para algo que é naturalizado e não deveria ser.
    Longe de encerrar a discussão, porque é um tema polêmico, o objetivo aqui é justamente lembrar que discussões e análises superficiais não contribuem para que problemas sérios sejam sanados. O humor também é coisa muito séria e sua produção é necessária para que certos assuntos continuem sendo abordados de forma crítica, ainda que por meio do riso.

    https://www.facebook.com/mundomeioroxo/
    Todo mundo meio roxo

    BRAGA JR, Amaro X. O humor das tiras em quadrinhos na educação para a diversidade sexual. Palestra. 10 nov.2016. XVII Congresso Internacional de Humor Luso-Hispânico, São Paulo, UNESP/Araraquara. 60min., 2016. [Mesa Redonda 4 – Humor e HQ]
    DA COSTA, Oswaldo. UMA OVELHA NEGRA NA CULTURA MIDIÁTICA: Inovações do Humor Gráfico na imprensa alternativa brasileira. São Caetano do Sul. Universidade Municipal de São Caetano do Sul. 2012. Disponível em: http://repositorio.uscs.edu.br/handle/123456789/256
    ECO, Umberto. O nome da Rosa. São Paulo. Record. 2009

    DANI MARINO 

    Dani Marino
    Dani Marino é pesquisadora de Quadrinhos, integrante do
    Observatório de Quadrinhos da ECA/USP e da 
    Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial – ASPAS. 
    Formada em Letras, com habilitação Português/Inglês, 
    atualmente cursa o Mestrado em Comunicação na Escola 
    de Artes e Comunicação da USP. 
    Também colabora com outros sites de cultura pop e quadrinhos 
    como o Minas Nerds, Quadro-a-Quadro, entre outros.