Autor: Lucio Luiz

  • HISTÓRIA EM QUADRINHOS E INTERDISCIPLINARIDADE: DESAFIOS METODOLÓGICOS

    HISTÓRIA EM QUADRINHOS E INTERDISCIPLINARIDADE: DESAFIOS METODOLÓGICOS

    Hoje, 30 de junho de 2024, a ASPAS está lançando o livro em formato e-book “Histórias em Quadrinhos e interdisciplinaridade: desafios metodológicos”, organizado por Maiara Alvim de Almeira, Amaro Xavier Braga Jr e Natania Aparecida da S. Nogueira. O livro é resultado da seleção trabalhos aprovados para o VI Entre ASPAS, encontro bianual da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial, ocorrido em Leopoldina (MG), em maio de 2023. A obra reúne textos de cerca de 20 autores, com temas que percorrem diversos campos do conhecimento.

    O lançamento oficial será realizado no canal da ASPAS no YouTube, às 18 h (horários de Brasília) e contará com a presença dos organizadores. O e-book ficará disponível para download neste blog, no campo “publicações”.

    Está prevista a impressão de uma pequena tiragem do livro para lançamento em agosto de 2024.

  • I EDITAL DO  I ENCONTRO INTERNACIONAL DA ASPAS  E VII ENCONTRO DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL

    I EDITAL DO I ENCONTRO INTERNACIONAL DA ASPAS E VII ENCONTRO DE PESQUISADORES EM ARTE SEQUENCIAL

     

    OS QUADRINHOS E A INTERNACIONALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

     1.     
    Apresentação

    O I Encontro Internacional da ASPAS (EIASPAS) e VII Fórum Nacional de
    Pesquisadores em Arte Sequencial (FNPAS) é promovido pela Associação de
    Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), em parceria com o Núcleo de Pesquisa
    em Quadrinhos (NuPeQ), da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS),
    Unidade Universitária de Campo Grande.

    A ASPAS convida professores/as, pesquisadores/as estudantes e artistas de
    diferentes formações e áreas de conhecimento, envolvidos/as com a pesquisa e
    produção em quadrinhos a submeterem trabalhos relacionados a temas da
    atualidade e sua mediação por meio dos quadrinhos. Entre as atividades
    previstas para esta ediçã
    o, teremos palestras, mesas-redondas, comunicações orais, oficinas, exposições e lançamentos de livros e
    quadrinhos.

    O evento acontecerá nos dias 5 a 8 de novembro de 2024, na Universidade
    Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), na Unidade Universitária de Campo
    Grande, Mato Grosso do Sul. Este evento será presencial e realizados nas dependências
    da Universidade e em instituições parceiras do ensino regular

    2 – Sobre o evento 

    O I Encontro Internacional da ASPAS e o VII Fórum Nacional de Pesquisadores
    em Arte Sequencial é um evento duplo que inaugura uma nova fase da
    Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial, com a
    presença de pesquisadores estrangeiros, nacionais e com a participação, também,
    de pessoas ligadas ao mercado editorial brasileiro, além de quadrinistas.
     

    Esta edição tem como objetivo promover discussões e reflexões acerca da
    pesquisa com quadrinhos, tanto no que tange ao fazer artístico, quanto à arte
    na educação e/ou na pesquisa científica. Tendo em vista que o Ensino de Arte na
    Educação Básica brasileira sempre foi motivo de discussões entre os
    especialistas da Área ao que se refere às especificidades das diferentes
    linguagens artísticas, mas, na atualidade, também incluiu-se nas últimas
    discussões, considerando a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), as Histórias
    em Quadrinhos. Deseja-se promover a interrelação de fato entre as diferentes
    linguagens dos fazeres com a Linguagem para discutir essa e outras problemáticas
    que corroboram a prá
    tica linguística, o ensino por meio da arte e a produção de
    conhecimento, a pesquisa científica, por intermé
    dio da nona arte.

    Para tal, o Evento contará com oficinas,  palestras, mesas de discussões com profissionais de carreira acadêmica e artística (Nacional e Internacional), comunicações orais de diferentes acadêmicos (graduados, mestres e doutores e respectivos estudantes dessas, além de apresentações de trabalhos artísticos das mais variadas linguagens (Dança, Teatro, Artes Visuais (nas suas várias  práticas), Música e Cinema, visando aproximar as reflexões e práticas entre os diferentes fazeres e linguagens da arte na pesquisa, na produção artística e no ensino por meio
    dos quadrinhos.

    A proposta é discutirmos as questões ligadas à nona arte que envolvam as interrelações entre as linguagens no que tange as práticas artísticas, as pesquisas sobre quadrinhos e o ensino por meio da arte sequencial tendo sempre em mente a ideia de por que estudar quadrinhos na universidade?” no cenário contemporâneo em que a arte tem sofrido retaliações de diferentes proposições sociais.

    Tal perspectiva justifica-se tendo em vista que durante os muitos momentos das discussões anteriores a divisão da Área de Arte em diferentes linguagens como Disciplina parecia ser o fortalecimento daquela, mas com a aprovação da BNCC somos obrigados a dizer que a arte, que se manifesta por meio dos quadrinhos, foi destituída do seu lugar de importância na formação básica brasileira. Neste sentido, queremos propor, de diferentes perspectivas, seja pensando a partir das diferentes linguagens, seja a partir da leitura de intelectuais e de documentos parecidos aqui e em outros países uma discussão dos caminhos possíveis
    que devem ser tomados de agora em diante para reestabelecermos o
    lugar de direito dos quadrinhos: a formação do sujeito por intermédio de um saber sensível, estético, social, histórico e cultural com profissionais competentes e com formação acadêmica e profissional nessas diferentes linguagens.

    2.1 – Eixos temáticos

    1. Quadrinhos, memória e história

    2. Quadrinhos, sexualidade e gênero

    3. Quadrinhos e transmídia

    5. Os quadrinhos no mundo digital: horizontes e
    perspectivas

    6. Quadrinhos e práticas educativas

    7. Estudos e reflexões sobre campo de pesquisa
    dos quadrinhos

    8. Análises sobre a produção de quadrinhos

    9. Quadrinhos, política e cidadania

    10. Quadrinhos, religião e ideologias

    11. Quadrinhos e gêneros textuais.


    3 Inscrições

    As inscrições serão realizadas no site do evento via formulário, dentro das seguintes
    modalidades: proposta de minicurso para estudantes do ensino regular; propostas
    de minicurso para graduados e graduandos; apresentação de comunicação e
    ouvinte. É preciso salientar que o evento não possui fins lucrativos e o
    dinheiro da inscriçã
    o será usado para confecção de material para evento, como
    objetos de consumo e exposições e para
    coffee
    break
    .

    3.1 –  Propostas de minicurso e/ou
    oficinas para alunos do ensino regular:

    Serão oferecidos três
    minicursos/oficinas a serem ministrados durante o evento em escolas de Campo Grande
    para alunos do ensino médio e fundamental. Cada minicurso pode ter dois
    proponentes. A inscriçã
    o será realizada via formulários que será disponibilizado no site do
    evento, dentro o tempo previsto pelo cronograma.

    ·        
    Podem
    submeter propostas professores ou pesquisadores, exigindo no mínimo graduação.

    ·        As
    propostas serão anualizadas pela comissão organizadora do evento e os
    resultados divulgados dentro da data prevista pelo cronograma.

    3.2 – Apresentação oral:

    – Podem se inscrever para apresentação oral estudantes de graduação e pós-graduação, professores e pesquisadores.

    – Cada proposta poderá ter até dois coautores/as, que devem igualmente realizar a inscrição na
    modalidade “com apresentação oral” e realizar o pagamento da taxa de
    inscrição, após aprovação do resumo.

    – A inscrição será realizada via preenchimento de formulário que estará disponível no site do evento

    – No
    ato da inscrição o proponente deve escolher três opções entre os eixos temáticos
    propostos.

    – As
    propostas serão analisadas pela comissão científica do evento e os resultados
    divulgados dentro da data prevista pelo cronograma.

    ·     –  O
    pagamento da inscrição será realizado apenas após a divulgação dos resultados.

    ·     –  Os
    artigos completos deverão ser enviados até a data estabelecida no cronograma e
    serão publicados na forma de livro.

    3.3 – Inscrições para ouvintes: 

    Os pesquisadores e outros membros da comunidade que desejarem se inscrever
    apenas como ouvintes preencherão um formulário e deverão pagar uma taxa de
    inscrição de acordo com a sua categoria, no ato da inscrição. As informações
    sobre a forma de pagamento estarã
    o disponíveis no site, dentro do tempo previsto pelo cronograma.

    3.4 – Taxas de inscrição


    Os dados para o pagamento serão
    disponibilizados em tempo hábil no site do evento

    3.5 – Parcerias

    O I Encontro Internacional da ASPAS E VII Fórum Nacional de Pesquisadores
    em Arte Sequencial está aberto para parcerias com instituições de ensino
    locais, grupos de pesquisa e laboratórios de ensino.

    Comissão Organizadora VI FNPAS:

    Nataniel dos Santos Gomes (UEMS/ASPAS)

    Natania Aparecida da Silva Nogueira (ASPAS/UEMS)

    Guilherme Sfredo Miorando (ASPAS)

    Lúcio Luiz
    Correa da Silva
    (ASPAS)

    Sebastian Gago (Universidade Nacional de Córdoba)

    Joyce Mirella dos Anjos Viana (UEMS)

  • A ASPIANA TRINA ROBBINS NOS DEIXOU

    A ASPIANA TRINA ROBBINS NOS DEIXOU

    Trina Robbins, São Paulo, 2015.

    A quadrinista Trina Robbins nos deixou no dia 10 de abril de
    2024. Nascida em 1938, ela viveu sua infância e juventude em plena “Era de
    Ouro dos Quadrinhos”. ´Na década de 1950 atuava junto à “science fiction
    fandom”. Foi uma das primeiras mulheres a integrar e influenciar o movimento
    dos quadrinhos underground. Com uma carreira com mais de
    meio século, trabalhou em muitas editoras e suas ilustrações chegaram a ser
    exibidas em uma galeria de arte, em 2011.

    Ficou conhecida por sua participação em histórias de personagens famosas
    como Vampirella (1969), publicada pela Warren Publishing, da qual foi coautora.
    Trina desenhou sua roupa e deu a ela parte de suas características físicas,
    como o cabelo, por exemplo. Outra personagem que passou por suas mãos foi a
    Mulher Maravilha (1986). Dessa personagem destaca sua participação como
    desenhista em The Legend of Wonder Woman, escrito por Kurt Busiek,
    série que prestou homenagem às raízes da Era de Ouro do personagem. No final de
    1990, Robbins colaborou ainda com Colleen Doran na graphic novel Wonder
    Woman: The Once and Future Story
    , sobre o tema da violência conjugal.

    Em sua trajetória profissional, Trina Robbins trafegou por todos os
    ambientes artísticos, desde jornais feministas clandestinos nos anos de 1970
    até editoras de renome, como a DC Comics e a Marvel Comics. A biografia dessa
    autora é extensa e seu trabalho foi reconhecido com prêmios e menções honrosas
    que preencheriam várias páginas.

    Como cartunista e feminista, ajudou a promover a venda de quadrinhos
    feitos por mulheres. Robbins foi uma co-fundadora da Friends of Lulu,
    uma organização sem fins lucrativos, formada em 1994, para promover a leitura
    de histórias em quadrinhos feitas por mulheres e a participação das mulheres na
    indústria dos quadrinhos. Sua produção caracteriza-se pelo engajamento social e
    político.  Trina nunca teve receio de colocar em público suas opiniões.
    Chegou a criticar abertamente o machismo e a misoginia de cartunistas
    consagrados, como Robert Crumbe e Mike Deodato. Em 1993 lançou um livro que
    pode ser considerado um clássico, A Century of Women Cartoonists.

    Mas o que queremos aqui é destacar a importância da obra de não-ficção
    de Trina Robbins para a História das Mulheres nos quadrinhos. A cartunista tem
    se dedicado há mais de três décadas a pesquisar a história das mulheres que
    produziram quadrinhos nos Estados Unidos. Não é apenas um levantamento
    biográfico, mas uma pesquisa ampla que envolve o resgate de produções da “Era
    de Ouro” já há muito tempo esquecidas.

    Como historiadora dos quadrinhos, Trina Robbins pode ser classificada
    como uma pioneira na História das Mulheres nos Estados Unidos. No ano de 2015
    ela esteve no Brasil pela primeira vez, a convite das Jornadas Internacionais
    de Quadrinhos da USP. Na época ela também participou de um encontro entre quadrinistas,
    realizado na Gibiteca Henfil, em parceria com a ASPAS. Na época, Trina Robbins
    tornou-se membro horária da ASPAS e, posteriormente teve um artigo publicados no
    livro Gênero, Sexualidade & Feminismo nos Quadrinhos, e Sexo & Gênero nos quadrinhos, ambos de 2020.

    Seu legado está presente não apenas nos quadrinhos que produziu mas,
    também,  nas pesquisas sobre mulheres nos
    quadrinhos realizadas não apenas nos Estados Unidos mas também no Brasil e em
    diversos outros países.

    * Texto adaptado.

  • POSY SIMMONDS É A VENCEDORA DO GRANDE PRÊMIO 2024 DO FIBD DE ANGOULÊME

    POSY SIMMONDS É A VENCEDORA DO GRANDE PRÊMIO 2024 DO FIBD DE ANGOULÊME

     

    A 51ª edição do Festival Internacional de Bande Dessinée de Angoulême foi oficialmente inaugurada e durante a cerimônia foi
    anunciado o Grand Prix (Grande Prémio) de 2024 que teve como laureada Posy
    Simmonds, eleita pelos seus pares na sequência de um processo eleitoral
    realizado inteiramente sob a supervisão de um oficial de justiça.

    Posy Simmonds sucede a Riad Sattouf, premiado no
    ano passado. Nascida em 1945 em Berkshire, formada pela Central School of
    Art & Design de Londres após um ano de estudos na Sorbonne, Posy Simmonds
    ingressou no Guardian como ilustradora em 1972. Lá passou a primeira
    parte de sua carreira, desenvolvendo seu trabalho gráfico. e arte narrativa. Em
    1999, Gemma Bovery , sua primeira obra-prima, trouxe-lhe notoriedade
    internacional.

    Membro da Ordem do Império Britânico, coroado em 2022 pelo Grande Prêmio
    Rodolphe-Töpffer, a Biblioteca de Informação Pública do Centro Pompidou a
    dedica a ela, depois  de Claire Bretécher, Catherine Meurisse, André
    Franquin, Riad Sattouf, Chris Ware , uma grande retrospectiva intitulada
    “Literatura de Desenho” até Abril de 2024. Vive e trabalha em
    Londres.

    Fonte: Presse Angoulême

  • INDICADOS PARA O GRAND PRIX DO 51º FIBD DE ANGOULÊME

    INDICADOS PARA O GRAND PRIX DO 51º FIBD DE ANGOULÊME

     

    Daniel Clowes, Catherine Meurisse e Posy Simmonds

    Na última semana de janeiro teremos o 51º Festival de Bande Dessinée de Angoulême, que ocorre anualmente na França. Um dos maiores festivais de quadrinhos do mundo, com dezenas de exposições espalhadas pelos espaços culturais da cidade e até mesmo em lojas e igrejas, o momento mais esperado do festival é a nomeação do vencedor(a) do Grand Prix. Para este ano estão concorrendo um autor e duas autoras. 

    DANIEL CLOWES

    Daniel Clowes é figura de destaque nos quadrinhos independentes nos EUA. Ele ingressou no Pratt Institute em Nova York para estudar desenho, mas rapidamente abandonou a escola de artes para seguir uma carreira autodidata, que se adaptava muito melhor às suas aspirações artísticas. Influenciado pelo movimento lowbrow, estreou-se de verdade na revista Love and Rockets e publicou seu primeiro trabalho Lloyd Llewellyn em 1986, pela Fantagraphics. Iniciando uma carreira prolífica pontuada por títulos agora icônicos, incluindo Like a Velvet Glove Caught in Cast Iron (1993), Ghost World (1997), Twentieth Century Eightball (2002) e Patience (2016). Vencedor de 9 prêmios Harvey, 5 prêmios Eisner e 5 prêmios Ignatz, suas sátiras sociais com clima dos anos 50 também inspiram o cinema. Ghost World e Art School Confidential foram notavelmente adaptados para filmes, com a participação ativa de Daniel Clowes como roteirista.


    CATHERINE MEURISSE

    Catherine Meurisse nasceu em 1980. Depois de um curso de literatura moderna, estudou na escola Estienne e depois na Escola Nacional de Artes Decorativas de Paris. Cartunista, autora, caricaturista, repórter e ilustradora de álbuns juvenis, Catherine Meurisse é uma artista prolixa. Aperfeiçoando o seu olhar e a sua linha durante quinze anos em numerosos títulos de imprensa (‘Le Monde’, ‘Libération’, ‘Les Échos’, ‘L’Obs’…) e mais particularmente no ‘Charlie Hebdo’, produziu tiras desenhadas onde o espírito de seriedade não tem lugar. Depois de “Mes Hommes de lettres”, “Le Pont des arts” (Sarbacane), “Moderne Olympia” (Futuropolis) e “Droles de femmes” (Dargaud, com Julie Birmant), em 2016 publicou “La Légèreté”, um comovente história do seu regresso à vida, ao desenho e à memória, após o ataque ao ‘Charlie Hebdo’ do qual escapou. Depois da atrevida “Scènes de la vie hormonale” surge “Les Grands Espaces” (Dargaud), uma evocação da sua infância no campo, onde se misturam memórias saborosas, consciência estética e política da paisagem rural. Em 2019 publicou “Delacroix”, uma adaptação gráfica muito pessoal das memórias de Alexandre Dumas, grande amigo do pintor Eugène Delacroix. “La Jeune Femme et la Mer”(Dargaud, 2021) questiona o lugar do Homem na natureza e o uso da arte para captar paisagens em desaparecimento. Em 2020, ano em que lhe foi dedicada uma grande retrospectiva no BPI do Centro Pompidou, Catherine Meurisse tornou-se a primeira autora de quadrinhos  a ser membro da Academia de Belas Artes.  Em 2022, reúne este trabalho num álbum, “Humaine trop humaine” editado pela Dargaud. Cem páginas de diálogos, citações e cenários burlescos que exploram e introduzem o pensamento filosófico universal de uma forma incomum.


    POSY SIMMONDS

    Nascida em 1945 em Berkshire, formada pela Central School of Art & Design de Londres após um ano de estudos na Sorbonne, Posy Simmonds ingressou no Guardian como ilustradora em 1972. Lá passou a primeira parte de sua carreira, desenvolvendo seu trabalho gráfico. e arte narrativa. Em 1999, Gemma Bovery, a sua primeira obra-prima, trouxe-lhe notoriedade internacional. Membro da Ordem do Império Britânico, coroado em 2022 pelo Grande Prêmio Rodolphe-Töpffer, a Biblioteca de Informação Pública do Centro Pompidou a dedica a ele, depois das de Claire Bretécher, Catherine Meurisse, André Franquin, Riad Sattouf, Chris Ware , uma grande retrospectiva intitulada “Literatura de Desenho” até 1º de abril de 2024. Vive e trabalha em Londres.


    Dia 24 de janeiro saberemos quem será o vencedor ou vencedora. Quem você acha que vai ganhar?

    FONTE: PRESS FIBD
  • ASPIANOS SE DESTACARAM NA ENTREGA DO TROFÉU 35º HQ MIX

    ASPIANOS SE DESTACARAM NA ENTREGA DO TROFÉU 35º HQ MIX

    O Troféu HQ Mix é uma das mais
    tradicionais premiações dos quadrinhos brasileiros, criado em 1989 por João
    Gualberto Costa, o Gual, e José Alberto Lovetro, o Jal da Associação dos
    Cartunistas do Brasil. O nome faz referência à seção sobre quadrinhos que os
    dois apresentavam no programa TV Mix 4, da Gazeta. A divulgação dos vencedores,
    após a votação nacional, será no mês de novembro. Este ano a ASPAS concorreu na
    categoria livro teórico, mas a premiação veio mesmo para os trabalhos
    desenvolvido por nossos associados, seja no campo editorial, seja na pesquisa.

    No dia 06 de dezembro passado, no
    Sesc 24 de Maio, São Paulo (SP) quadrinistas, editores, leitores e familiares
    se reuniram para a premiação de 2023, que teve como apresentar o jornalista Serginho
    Groisman. O homenageado da noite como Grande Mestre do Quadrinho Nacional foi
    Michele Iacocca, italiano que mudou para o Brasil ainda bem jovem e aqui
    construiu sua carreira como chargista, cartunista, tradutor e escritor. O troféu,
    por sua vez, foi uma homenagem a Fabio Colin, ilustrador e quadrinista
    brasileiro, criador de personagens icônicos e responsável pela adaptação de
    séries de televisão como o Vigilante Rodoviário, para quadrinhos, na década de
    1960. Seu personagem escolhido para compor o troféu foi o Curupira.

    O evento durou cerca de duas
    horas e contou com muitos momentos marcantes. Um destes momentos foi o discurso
    da quadrinista Helô D´Angelo , que falou sobre a necessidade de
    diversidade. Ela chamou a atenção para o fato de que nas 42 categorias, apenas
    oito premiaram mulheres. A noite também foi marcada por um protesto de quadrinistas
    levaram cartazes e também cobraram a presença de mais autores racializados,
    LGBTQIA+ e de fora do eixo Sul-Sudeste.

    Além disso, houveram vários discursos
    acalorados, que levantaram temas relacionados à política e ao mercado
    editorial. A premiação acabou de relevando um espaço para que os profissionais
    pudessem falar abertamente não apenas sobre suas conquistas mais, também, suas
    inquietações. Tudo, claro, em um clima harmonioso, o serviu para valorar ainda mais
    a noite.

    A ASPAS esteve representada,
    primeiramente, por Daniela Marino e Sônia Luyten, que participaram da
    organização do evento. O primeiro aspiano a subir ao palco foi Raphael
    Pinheiro, arquiteto, quadrinista e editor, que foi premiado por seu trabalho na
    editora Editora Universo Guará, da qual é um dos fundadores. No final do
    evento, houve a premiação dos trabalhos acadêmicos, sendo que a pesquisadora e
    cofundadora da ASPAS Natania Aparecida da Silva Nogueira, recebeu o prêmio de
    melhor tese com a pesquisa Histórias em quadrinhos e feminismos na França: a
    revista Ah! Nana! (1976 – 1978), defendida em 2022, pela Universidade Salgado
    de Oliveira (UNIVERSO), de Niterói, RJ.

    Vale destacar ainda a merecida premiação
    de Érico Assis  na categoria Livro
    Teórico, com “Balões de Pensamento 2 – Ideias que Vem dos Quadrinhos”,
    publicado pela  Balão Editorial e os
    prêmios de Trabalho de Conclusão de Curso, “A imagem como forma de combate ao
    preconceito: a elaboração de uma história em quadrinhos com temática lgbtqiap+”,
    de Gustavo Paiva Cardozo de Mello, e as duas dissertações de  mestrado premiadas este ano, “De passagem
    para ficar a banda desenhada documental como registro da nova leva migratória
    brasileira para Portugal”, de Christiano Mascaro Gonçalves da Silva, e  “Mangás do grupo CLAMP: um estudo sobre o seu
    processo criativo e a publicação de suas obras no Brasil”, de Maiara Heleodoro
    dos Passos).

  • Disponível nova publicação da ASPAS

    Disponível nova publicação da ASPAS

    Está disponível para download nova publicação da editora da ASPAS. O tempo nos quadrinhos é um e-book que reúne a produção gráfica de Cátia Ana B. Siva, realizada a partir de seu mestrado, defendido em 2019. Explorando a linguagem dos quadrinhos, a autora investiga como se dá a representação do tempo em narrativas literárias e gráficas.

    O e-book é composto por sete histórias em quadrinhos, desenvolvidas entre 2018 e 2019. Cidade, Onde está o tempo?, Circle game, Casulo e Selfie tem até duas páginas e possuem um tom poético e filosófico a respeito de algumas percepções do tempo. Produzidas durante o desenvolvimento da pesquisa da autora, elas foram reunidas e publicadas de forma independente no zine Tempo (2018). A configuração temporal dos quadrinhos compõe as considerações finais da dissertação O tempo multidimensional nos quadrinhos: um estudo das estratégias narrativas em Here, de Richard McGuire, desenvolvida no Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Goiás e orientada pelo Prof. Marcelo Ferraz de Paula. Em forma de quadrinhos, nela é sintetizado as observações e conclusões da autora ao longo de sua pesquisa. O Aleph: uma aproximação com os quadrinhos, é uma versão revisada de artigo em quadrinhos apresentado e publicado nos anais das 6as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos de 2019.

    Um pré-lançamento foi realizado em 01/06, presencialmente, na cidade de Leopoldina-MG, durante o VI Entre ASPAS. O próximo lançamento ocorrerá de forma online, no formato de palestra, durante o Seminário Quadrinhos em Discurso, organizado pelo projeto Seminário Interdisciplinar Linguagens, Culturas e Educação – SILCE, da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Campus Oeste/Iporá. O evento, que possui vasta programação online, ocorre dos dias 14/06 a 16/06 no canal do youtube SILCE.

    Baixe e leia o e-book, gratuitamente, em: bit.ly/tempo_quadrinhos.


    Links úteis:

    Palestra II – Escalando montanhas: possibilidades do diálogo entre pesquisa e criação nos quadrinhos
    Palestrante: Cátia Ana B. Silva (UFG/ASPAS)
    Mediadora: Patrícia Figueiredo Aguiar (UEG)
    Dia e horário: 16/06/2023, às 16h
    Local: https://www.youtube.com/watch?v=beduPzCpZlI

  • ATIVIDADES GRATUITAS PARA ESTUDANTES E DOCENTES DURANTE O VI ENTRE ASPAS

    Este ano a ASPAS estará retornando às atividades presencias com o VI Entre ASPAS, que será realizado nos dias 01, 02 e 03 de junho, em Leopoldina, MG. Abraçando do seu compromisso social com a cidade que a acolheu, a ASPAS estará oferecendo para o público
    externo atividades sobre quadrinhos e cultuara POP, ofertadas a escola públicas
    e privadas e ministradas por professores e pesquisadores. As atividades serão
    realizadas nos dias 01 e 02 de junho, nos turno da manhã e da tarde, a partir de
    agendamento prévio.
     

    1 – Criando Histórias em Quadrinhos (oficina) 

    Ministrante: Cátia Ana Baldoino da Silva – Programadora
    Visual da Universidade Federal de Goiás. Doutoranda e Mestra em Estudos Literários no
    Programa de Pós-graduação Letras e Linguística da Faculdade de Letras da
    Universidade Federal de Goiás, sob orientação do Prof. Dr. Marcelo Ferraz de
    Paula . A dissertação, intitulada “O tempo multidimensional nos
    quadrinhos: um estudo das estratégias narrativas em Here, de Richard
    McGuire” recebeu em 2020 o Prêmio HQMIX na categoria mestrado. Possui
    graduação em Artes Visuais com habilitação em Design Gráfico pela Universidade
    Federal de Goiás (2007). É membro associado da ASPAS (Associação de
    Pesquisadores em Arte Sequencial).

    Duração: 2h –  Participantes: todas as idades, máximo 20

    2 –  Perfumes: obras de arte, composições químicas ou poções mágicas?  Oficina prática (oficina)

    Responsável: Helder Silva Carvalho – Doutorando em
    Ciências pelo Programa de Pós Graduação em Ensino em Biociências e Saúde
    (IOC/Fiocruz), com projeto na linha de pesquisa em Ciência e Arte. Mestre em
    Ciências pelo mesmo programa, possui graduação em Ciências Biológicas pela
    Universidade do Grande Rio Prof. José de Souza Herdy (Unigranrio, 2010) e em
    Ortóptica pelo Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR, 2008). É
    docente da disciplina de Ciência e Arte, do curso de especialização em Ensino
    de Ciências do Ibrag (UERJ) e ministra disciplinas sobre plantas aromáticas,
    bioquímica e Aromaterapia baseada em evidências em cursos de formação de
    aromaterapeutas, no Rio de Janeiro. É responsável pelo canal “Herbologia e
    Poções” onde dedica-se ao ensino de tópicos em Biociências na perspectiva
    da abordagem Ciência e Arte, mesclando elementos de literatura, cultura POP e
    ficção científica com conteúdo biológico. Também divulga e populariza a ciência
    por meio da rede social Instagram, no perfil @helderscarvalho.

    Duração: 2h – Participantes: público geral, todas as idades,
    máximo 20

    3 – HQforismos em zines – história em quadrinhos
    poético-aforísticas em fanzines (p
    alestra teórico-prática)

    Responsáveis: Gazy Andraus – Atualmente realiza
    pós-doutoramento no Programa de pós-Graduação em arte e Cultura Visual (Ppgacv)
    da Faculdade de Artes Visuais – FAV-UFG, pesquisando os zines de arte. Tem
    Doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA – Escola de Comunicações e Artes
    da USP – Universidade de São Paulo (2006), mestrado em Artes pela UNESP –
    Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999) e graduação em
    Licenciatura Plena Em Educação Artística pela FAAP – Fundação Armando Álvares
    Penteado (1992). Sua tese “As histórias em quadrinhos como informação imagética
    integrada ao ensino universitário”, defendida na ECA / USP foi premiada como
    melhor tese no HQ-Mix-2007, do ano de 2006. Tem experiência no ensino de
    graduação e pós-graduação na área de Comunicação e Artes e Educação, com ênfase
    em Comunicação, Arte e Cultura, atuando interdisciplinarmente principalmente
    nos seguintes temas: história em quadrinhos (HQ) de autor, informação
    imagética, educação (mudança de paradigmas), arte e editoração alternativa
    (fanzine). É também autor e auto-editor de HQ autoral poética de temática
    fantástico-filosófica e de Fanzine na mesma temática.

    Danielle Barros Silva Fortuna – Professora Adjunta
    na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) na área Ensino de Ciências /
    Práticas Pedagógicas / Metodologias Ativas / Formação de Professores de
    Ciências, Classe A, regime de Dedicação Exclusiva, com lotação no Campus Paulo
    Freire em Teixeira de Freitas, BA. Doutora em Ciências na área de Ensino de
    Biociências e Saúde na FIOCRUZ (Instituto Oswaldo Cruz). Mestre em Ciências
    pelo Programa de Pós-graduação em Informação e Comunicação em Saúde do ICICT
    (FIOCRUZ). Tem experiência na área de ciência e arte na educação científica,
    pesquisa de perfis epidemiológicos, atuando principalmente nos seguintes temas:
    ensino de ciências, utilização jogos, quadrinhos, cartozines e fanzines como
    estratégia didática para o ensino de ciências e saúde, materiais educativos na
    saúde, educação em saúde, práticas pedagógicas, estratégias lúdicas no ensino,
    perfil epidemiológico de doenças infecciosas (tuberculose, COVID19),
    ferramentas lúdicas no ensino de Micologia (Projeto Fungus Extremus/UNEB),
    entre outros. Atua em pesquisa com elaboração de quadrinhos sobre Biossegurança
    laboratorial (UNEB). Membro da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial
    (ASPAS) – Atuando com foco na pesquisa em História em Quadrinhos no Ensino de
    Ciências; expressão artística e autoral independente. Membro fundadora da
    ANZINE- Associação Nacional de Pesquisa e criação de fanzines. Coordenadora dos
    projetos: CiArtE (Ciência, Arte e Ensino), Cartozine, Epicovitx, Divulcovid,
    JOGOTECA UFSB, e outros, vinculados ao Instituto de Humanidades, Artes e
    Ciências (IHAC) do Campus Paulo Freire (CPF/UFSB).

    Duração: 2h – Participantes: educadores, máximo 20

    4 – Oficina de Criação de Tiras em Quadrinhos: O
    segredo!

    Responsável: Valéria Aparecida Bari – É formada e
    exerce profissionalmente a Biblioteconomia e Documentação desde 1990. Possui
    graduação em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade de São Paulo
    (1990), mestrado em Ciência da Comunicação pela Universidade de São Paulo
    (2002) e doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de São Paulo
    (2008). Ingressou na carreira docente do magistério superior da Universidade
    Federal de Sergipe – UFS (2009). É líder do GRUPO PLENA – Grupo de Leitura,
    Escrita e Narrativa: Cultura, Mediação, Apresentação Gráfica, Editoração,
    Manifestações, desde 2015. Tem experiência profissional e docente nos campos
    da Ciência da Informação, Comunicação e Educação. É vinculada ao Departamento
    de Ciência da Informação (DCI), e ao Programa de Pós-Graduação em Ciência da
    Informação (PPGCI) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Exerceu cargo
    eletivo de Conselheira do CRB5, no período de 2014-2017. Atualmente, é
    conselheira nomeada do Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB), na 19 gestão
    (2022-2024).

    Duração: 2h – Participantes: educadores, máximo 20 

    Para saber mais sobre o VI Entre ASPAS clique aqui e visite site do evento.

  • ASPAS EM ANGOULÊME: ALGUNS APONTAMENTOS

    Entre os dias 25 e 29 de janeiro ocorreu o 50º
    Festival Internacional de Bande Dessinée de Angoulême (FIBD),
    na França, que
    reúne anualmente milhares de pessoas, entre fãs, autores, editores e
    jornalistas. Angoulême é uma cidade medieval, com uma população de cerca de 42
    mil habitantes, conhecida como capital dos quadrinhos.

    O evento deste ano comemora os 50 anos do festival.
    Para isso foi criada uma exposição composta por ilustrações de 50 autores, de
    todas as partes do mundo, 50 ans, 50 regards (50 anos, cinquenta
    olhares). O Brasil estava representado na exposição por uma obra de Marcelo
    Quintanilha, autor premiado pelo festival em 2022. 

    Homenagens foram feitas a autores e autoras premidas pelo festival nas ruas da cidade.

    As obras evocam memórias, fazem homenagens e até
    críticas ao festival, como foi o caso da HQ de Trina Robbins, contanto como foi
    rejeitada por Angoulême, na década de 1990. Elas também permitem perceber a
    importância e abrangência do evento, uma vez que temos expostos quadrinhos de
    autores e autoras e todas as partes do mundo, reforçando o caráter cada
    vez mais internacionalizado do FIBD.

    Ilustração de Marcello Quintanilha para a exposição 50 anos, 50 olhares.

    Além dessa exposição ocorreram muitas outras, grandes e pequenas, em espaços oficiais, para os quais era necessário comprar a entrada, e em outros, abertos ao público. Cada uma dessas exposições valeria uma postagem especial, só para ela. Mas talvez seja mais apropriado aqui oferecer uma visão mais geral do FIBD, para aqueles e aquelas que ainda não tiveram a experiência de participar. 

    O Festival de Angoulême tem uma característica que não encontramos em outros eventos famosos dos quadrinhos. Ele envolve todo a comunidade da cidade e mesmo cidades próximas. Eu fiquei hospedada, por exemplo, em Cognac, que fica há 45 min de Angoulême. Mesmo lá, via-se a todo canto referências ao festival e aos quadrinhos. Quanto ao espaço usado para expor a nona arte em Angoulême, não havia exatamente um critério. Igrejas medievais, museus, memoriais, pequenas galerias, vitrine de lojas e até mesmo máquinas de bebidas e petiscos, os quadrinhos estavam lá.

    Angoulême, 28 de janeiro de 2023.

    A própria população é extremamente acolhedora. No
    meu primeiro dia na cidade eu conversei com moradores locais que, ao perceberem
    que eu era estrangeira, se colocaram literalmente à minha disposição durante o
    tempo que eu permanecesse em Angoulême. Foram calorosos e receptivos, muito
    diferente do estereotipo frio e sisudo que geralmente nos passam dos europeus,
    particularmente dos franceses.

    É muito interessante observar esse  acolhimento que autores, editores e demais profissionais envolvidos com quadrinhos recebem. E não apenas da comunidade. Dos grandes autores aos inciantes, há espaço para todos. Valoriza-se desde os jovens talentos das escolas públicas aos aspirantes a quadrinistas. As oportunidade estão presentes nas rodadas de negócios entre editoras de todas das partes do mundo, inclusive do Brasil. 

    E falando no Brasil, marcamos presença em uma mesa composta por autores, editores e outros profissionais dos quadrinhos, na qual a cena das HQs no Brasil foi apresentada, assim como as possibilidades de internacionalização da nossa produção foi lançada. Há um movimento crescente de valorização do quadrinhos nacional que vem ganhando espaço e buscando políticas públicas de incentivo.

    Na mesa de debates sobre os quadrinhos brasileiros (da esquerda para direita) Lelis, André Diniz, Rogério de Campos, Marcello Quintanilla, a tradutora, Érico Assis e Luciana Falcon, no Festival de Angoulême, em 27 de janeiro de 2023.

    Onde há espaço para todos há a possibilidade de crescimento. Acredito que o Festival de Angouleme represente justamente isso e acredito que, no Brasil, estamos caminhando nesse sentido, também. No caso da pesquisa, a ASPAS é prova de que podemos trazer para as universidades e as escolas os quadrinhos como um instrumento de conhecimento e podemos dialogar sem barreiras com autores e editores. No tange à produção de quadrinhos, ela nunca esteve tão engajada, aberta a todos os temas e acolhendo a todas as tribos. 


  • VI ENTRE ASPAS – INSCRIÇÕES ABERTAS!

    Estão abertas as inscrições para o IV Entre ASPAS, encontro promovido a
    cada dois anos pela Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) com
    o objetivo de reunir seus associados e associadas, a cada dois anos, na cidade
    de Leopoldina, sede física da ASPAS. Para 2023 as atividades serão distribuídas
    em três dias, sendo o dia 01 de junho a abertura e o dia 03 de junho o
    encerramento e a assembleia geral da associação. Para essa edição voltaremos
    para as atividades presenciais mas serão oferecidas ainda atividades remotas,
    como oficinas e palestras.

    Para
    o nosso sexto encontro estamos trazendo para o centro do debate a questão da
    interdisciplinaridade na pesquisa com histórias em quadrinhos.  Qual o tratamento que devemos dar aos
    quadrinhos como fonte e objeto? De que forma podemos criar pontes interdisciplinares
    e mesmo multidisciplinares na produção de conhecimento por meio da pesquisa com
    quadrinhos? Essas e muitas outras questões serão
    levantadas ao longo de
    3 dias de trabalho reunindo pesquisadores e pesquisadoras das mais diversas
    áreas, além de professores da educação básica e quadrinistas.

    Para mais informações sobre a inscrição, clique aqui!