Categoria: evento

  • II Aspas Norte: inscrições abertas!

    O II Aspas Norte – congresso de quadrinhos da região norte está com inscrições abertas!
    O tema do congresso este ano será “Cultura Pop, comunicação e linguagem” e acontecerá de 10 a 12  de outubro de 2019 na Biblioteca Pública Elcy Lacerda,  Macapá.

    Este ano as apresentações serão divididas em três sessões temáticas:
     1) Quadrinhos, 2)  Literatura e cultura pop e 3) áudio-visual.
    Para inscrever o trabalho, basta o resumo da apresentação – o artigo completo será enviado posteriormente. O edital pode ser lido no site: 
    https://aspasnorte.wordpress.com/edital.

    As inscrições vão até 09  de setembro, e podem ser feitas em:  
    https://aspasnorte.wordpress.com/inscricoes. 

    As inscrições para ouvintes podem ser feitas até o dia anterior ao evento.

    Edital e demais informações em: https://aspasnorte.wordpress.com/
  • II Aspas Norte: inscrições abertas!

    O II Aspas Norte – congresso de quadrinhos da região norte está com inscrições abertas!
    O tema do congresso este ano será “Cultura Pop, comunicação e linguagem” e acontecerá de 10 a 12  de outubro de 2019 na Biblioteca Pública Elcy Lacerda,  Macapá.

    Este ano as apresentações serão divididas em três sessões temáticas:
     1) Quadrinhos, 2)  Literatura e cultura pop e 3) áudio-visual.
    Para inscrever o trabalho, basta o resumo da apresentação – o artigo completo será enviado posteriormente. O edital pode ser lido no site: 
    https://aspasnorte.wordpress.com/edital.

    As inscrições vão até 09  de setembro, e podem ser feitas em:  
    https://aspasnorte.wordpress.com/inscricoes. 

    As inscrições para ouvintes podem ser feitas até o dia anterior ao evento.

    Edital e demais informações em: https://aspasnorte.wordpress.com/
  • A MULHER NO MEIO GEEK E A IMPORTÂNCIA DA CAPITÃ MARVEL


    Dentro da proposta da ASPAS de oferecer à comunidade oportunidade de conhecer mais sobre quadrinhos e cultura POP, teremos no dia 01 de junho, no Centro Cultural Mauro Almeida, em Leopoldina (MG) um minicurso com Daniela Marino, pesquisadora de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop, mestra em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes na Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora em diversos sites sobre cultura POP, como o Minas Nerds. O minicurso terá um tema bem atual: A mulher no Meio Geek. 

     Leia o release do minicurso
    As
    histórias em quadrinhos têm se tornado uma mídia cada vez mais relevante no
    universo Geek e têm passado por um
    processo de legitimação cultural que vem se sedimentando com as produções
    cinematográficas e comic cons,
    maiores a cada ano. Portanto, conhecer as peculiaridades e as relações que cada
    obra estabelece com o contexto onde está inserida, pode propiciar o
    aprofundamento do pensamento crítico de seus leitores, além de aproximá-los a
    obras que normalmente não têm acesso. Assim, buscamos apresentar diversos
    conteúdos relacionados à cultura pop para que os participantes consigam
    explorar diversas potencialidades das histórias em quadrinhos e suas obras
    derivativas, expandindo assim seu conhecimento, sua fruição na leitura e seu
    senso crítico.

    O minicurso  estará sendo oferecida aos alunos do CEFET –  Leopoldina, mas haverão vagas para alunos de outras escolas e para a comunidade em geral, sendo recomendado fazer a inscrição antecipada pelo e-mail aspascontato@gmail.com 

    O IV Entre ASPAS ocorrerá entre os dias 29 de maio e 01 de junho de 2019. das 8hs às 10 hs. Para mais informações, clique aqui!

  • A MULHER NO MEIO GEEK E A IMPORTÂNCIA DA CAPITÃ MARVEL


    Dentro da proposta da ASPAS de oferecer à comunidade oportunidade de conhecer mais sobre quadrinhos e cultura POP, teremos no dia 01 de junho, no Centro Cultural Mauro Almeida, em Leopoldina (MG) um minicurso com Daniela Marino, pesquisadora de Histórias em Quadrinhos e Cultura Pop, mestra em Ciências da Comunicação da Escola de Comunicação e Artes na Universidade de São Paulo (USP) e colaboradora em diversos sites sobre cultura POP, como o Minas Nerds. O minicurso terá um tema bem atual: A mulher no Meio Geek. 

     Leia o release do minicurso
    As histórias em quadrinhos têm se tornado uma mídia cada vez mais relevante no universo Geek e têm passado por um processo de legitimação cultural que vem se sedimentando com as produções cinematográficas e comic cons, maiores a cada ano. Portanto, conhecer as peculiaridades e as relações que cada obra estabelece com o contexto onde está inserida, pode propiciar o aprofundamento do pensamento crítico de seus leitores, além de aproximá-los a obras que normalmente não têm acesso. Assim, buscamos apresentar diversos conteúdos relacionados à cultura pop para que os participantes consigam explorar diversas potencialidades das histórias em quadrinhos e suas obras derivativas, expandindo assim seu conhecimento, sua fruição na leitura e seu senso crítico.

    O minicurso  estará sendo oferecida aos alunos do CEFET –  Leopoldina, mas haverão vagas para alunos de outras escolas e para a comunidade em geral, sendo recomendado fazer a inscrição antecipada pelo e-mail aspascontato@gmail.com 

    O IV Entre ASPAS ocorrerá entre os dias 29 de maio e 01 de junho de 2019. das 8hs às 10 hs. Para mais informações, clique aqui!

  • OFICINA COM AMAURY FERNANDES: ENCADERNAÇÃO ARTESANAL



    Durante o IV Entre ASPAS, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2019, em Leopoldina – MG, a Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) estará oferecendo para associados e comunidade local oficinas e minicursos gratuitos. Estaremos durante a semana divulgando informações sobre cada um delas.

    Nos dias 30 e 31 de maio, na Casa de Leitura Lya Müller Botelho, haverá a oficina de introdução à encadernação artesanal. A oficina será ministrada por Amaury Fernandes, que é Professor Associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ).  no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias e Linguagens da Comunicação (PPGTLCom/ECO/UFRJ). 


    Leia o breve resumo da oficina:

    A atividade proposta
    visa apresentar os fundamentos básicos do ofício de encadernador, com ênfase
    nas habilidades manuais mais necessárias para a boa confecção de capas duras e
    sua aplicação aos miolos de livros e outros produtos gráficos.
    Público alvo: professores, estudantes e comunidade em geral.
    Vagas: 25


    A oficina é gratuita tem duração de até 03 horas e será ministrada nos dias 30 e 31 de maio, das 09:00 às 12:00. Inscrições poderão ser realizadas pelo e-mail: aspascontato@gmail.com.



  • OFICINA COM AMAURY FERNANDES: ENCADERNAÇÃO ARTESANAL


    Durante o IV Entre ASPAS, que acontecerá entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2019, em Leopoldina – MG, a Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS) estará oferecendo para associados e comunidade local oficinas e minicursos gratuitos. Estaremos durante a semana divulgando informações sobre cada um delas.

    Nos dias 30 e 31 de maio, na Casa de Leitura Lya Müller Botelho, haverá a oficina de introdução à encadernação artesanal. A oficina será ministrada por Amaury Fernandes, que é Professor Associado da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ).  no Programa de Pós-Graduação em Tecnologias e Linguagens da Comunicação (PPGTLCom/ECO/UFRJ). 


    Leia o breve resumo da oficina:

    A atividade proposta visa apresentar os fundamentos básicos do ofício de encadernador, com ênfase nas habilidades manuais mais necessárias para a boa confecção de capas duras e sua aplicação aos miolos de livros e outros produtos gráficos.
    Público alvo: professores, estudantes e comunidade em geral.
    Vagas: 25

    A oficina é gratuita tem duração de até 03 horas e será ministrada nos dias 30 e 31 de maio, das 09:00 às 12:00. Inscrições poderão ser realizadas pelo e-mail: aspascontato@gmail.com.



  • II EDIÇÃO DO ASPAS NORTE


    O Aspas Norte é um congresso de quadrinhos da região norte, versão regional dos eventos da Associação dos Pesquisadores em Arte Sequênciala – ASPAS. A primeira edição aconteceu em outubro de 2018 na Universidade Federal do Amapá e na Biblioteca Pública Elcy Lacerda. 

    A segunda edição traz uma novidade: O Aspas Norte passa a a integrar um evento maior, o Comertec (Comunicação, mercado e tecnologia), que ocorrerá nos dias 6,7 e 8 de junho no SEBRAE Amapá. O grupo de pesquisa Comertec reúne pesquisadores da área de comunicação e realiza todo ano um congresso – esta é a terceira edição. O tema deste ano será Comunicação, convergência e novos mercados. 

    As inscrições podem ser feitas aqui: https://www.comertec.org/eventos  (atenção para as regras de apresentação do resumo). As inscrições vão até o dia 31 de maio.
  • II EDIÇÃO DO ASPAS NORTE


    O Aspas Norte é um congresso de quadrinhos da região norte, versão regional dos eventos da Associação dos Pesquisadores em Arte Sequênciala – ASPAS. A primeira edição aconteceu em outubro de 2018 na Universidade Federal do Amapá e na Biblioteca Pública Elcy Lacerda. 

    A segunda edição traz uma novidade: O Aspas Norte passa a a integrar um evento maior, o Comertec (Comunicação, mercado e tecnologia), que ocorrerá nos dias 6,7 e 8 de junho no SEBRAE Amapá. O grupo de pesquisa Comertec reúne pesquisadores da área de comunicação e realiza todo ano um congresso – esta é a terceira edição. O tema deste ano será Comunicação, convergência e novos mercados. 

    As inscrições podem ser feitas aqui: https://www.comertec.org/eventos  (atenção para as regras de apresentação do resumo). As inscrições vão até o dia 31 de maio.
  • O 46º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDE DESSINÉE DE ANGOULEME: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES



    O Festival Internacional de Bande Dessinée de Angoulême, na França, é um
    espaço que tem como característica mais marcante a pluralidade. Pelas ruas do
    centro de Angoulême, encontramos de autores já consagrados, andando
    despreocupadamente, a jovens fanzineiros expondo seus trabalhos em uma das
    muitas esquinas da cidade; de exposições magníficas, utilizando os mais
    modernos recursos tecnológicos, a apresentações mais simples, relembrando os
    tempos do movimento underground. Em Angoulême, durante o FIBD, há opções para
    todos os gostos. Pluralidade é, de fato, a palavra certa para definir esse
    evento, que se fortalece a cada ano.

    Carolina – edição francesa.
    Em 2019, tivemos muitas razões para comemorar o festival. Nessa edição,
    o Brasil foi premiado por meio da hq Carolina,
    de Sirlene Barbosa e João Pinheiro, publicada no Brasil, em 2017, pela editora
    Veneta. O trabalho, também publicado em francês, recebeu o Prêmio do Júri
    Ecumênico, após passar por uma rigorosa avaliação. Carolina de Jesus, a poetisa
    da favela, é uma autora brasileira muito apreciada na França. 

    PEIBÊ – fanzine indicado
    para prêmio.

    Tivemos ainda a participação do Henrique Magalhães, da editora Marca de
    Fantasia, com a produção Maria Magazine,
    e do fanzine PEIBÊ,  sob a
    direção de Alberto de Souza, o Beralto. Ambos os títulos foram selecionados
    para os prêmios de publicações alternativas. Autores brasileiros como André
    Diniz e Marcello Quintanilha também estiveram presentes, autografando nos
    estandes de suas respectivas editoras.


    Foram inauguradas 12 grandes exposições, que devem se estender por mais
    alguns meses após o fim do festival, homenageando personagens e autores. A mais
    aguardada de todas foi Batman 80 anos,
    aberta oficialmente no dia 23 de janeiro, com a presença do quadrinista Frank
    Miller, homenageado durante a cerimônia de abertura com um prêmio especial
    oferecido pela organização. Autores como Milo Manara, Tsutomu Nihei, Taiyo
    Matsumoto, Bernadette Després, Jérémie Moreau e Richard Corben foram igualmente
    homenageados com belíssimas exposições.



    Frank Miller
    Foto de divulgação do FIBD.
    Vale falar rapidamente sobre algumas delas, começando com o homenageado
    do ano, Batman. A exposição, que comemora os 80 anos de um dos personagens mais
    conhecidos do mundo, trouxe suas origens, seus primeiros quadrinhos, suas
    aparições no cinema e em animações, seus principais  inimigos e uma
    série de originais de diversos artistas que deram forma ao herói mais temido da
    DC Comics. Pode-se dizer que a exposição fez uma síntese desses 80 anos de
    forma muito eficiente, não tendo faltado nem mesmo a participação do Batman da
    Lego. O Hôtel de Ville, que corresponde às nossas prefeituras, recebeu uma
    iluminação especial em homenagem ao Cavaleiro das Trevas, reproduzindo a
    fictícia cidade de Gotham City.

    Rumiko Takahashi, segunda
    mulher a vencer o Grand Prix.
    Belíssima e voltada especialmente para o público infantil, a exposição Tom-Tom et Nana présentent: tout Bernadette
    Després!
    festejava a obra de Bernadette Després. Na década de 1970, Tom-Tom et Nana tornou-se um grande
    sucesso, tendo saído dos quadrinhos e ganhado a TV numa série animada até hoje
    muito apreciada. A autora ainda foi homenageada com um prêmio especial em uma
    bela cerimônia no Teatro de Angoulême. Depois de Rumiko Takahashi, que recebeu
    o Grand Prix, Bernadette Després foi a artista mais celebrada em Angoulême.

    Manara, comentando sua
    exposição.
    E para quem esperava que a exposição sobre Milo Manara fosse se limitar
    a quadrinhos eróticos, esta talvez tenha sido a melhor surpresa: destacou-se a
    obra do artista italiano em seu todo, apresentando um Manara que boa parte de
    seus leitores desconhecem. Nela aparecem outras facetas do autor, seus
    quadrinhos políticos e de humor. Apenas cerca de 10% do material exposto era
    erótico e concentrou-se num pequeno cubículo, que não teria sido notado caso
    não tivesse uma iluminação diferente.

    Exposição de Tsutomu Nihei,
    no Espaço Franquim.

    Os mangakás Tsutomu Nihei e Taiyo Matsumoto tiveram suas obras expostas
    em destaque no Espaço Franquim e no Museu de Angoulême. Com seu estilo
    futurista pós-apocalíptico e pós-humano, Nihei abusa da imaginação ao criar
    personagens que são metade  máquina, grandes robôs e mundos
    distópicos. Os quadrinhos de Matsumoto, por sua vez, trazem crianças que vivem
    em famílias pouco convencionais ou mesmo que não possuem família, assim como o
    autor, abandonado ainda bebê pelos pais. Estilos diferentes de dois grandes
    nomes do mangá, gênero artístico que, durante o FIBD,
    tinha seu próprio espaço, o Mangá City, um enorme complexo montado ao lado do
    Museu dos Quadrinhos. Se já é difícil conseguir conferir todas as grandes
    exposições, o que dizer das pequenas? 

    Participar do FIBD de Angoulême provoca, no mínimo, um choque cultural.
    São tantos estímulos, tantas informações que chega a ser um processo lento de
    absorção. Pessoas de todas as partes da França, da Europa e de outros
    continentes se dirigem a uma pequena cidade que, durante quatro dias, recebe
    toda a atenção da grande mídia francesa.  Para quem acha que
    quadrinhos são coisa de criança, esclareço que, com exceção das visitações
    escolares, a maioria do público do FIBD é adulta.
    Um dos muitos espaços reservados aos visitantes do Festival, com venda de obras raras, autógrafos com autores e lançamentos.
    E é um exercício mentalmente desgastante imaginar como uma cidade
    conseguiu se apropriar de tal forma dos quadrinhos a ponto de transformá-los em
    parte de sua identidade cultural. Se, no passado mais remoto, Angoulême foi uma
    cidade medieval e o berço de uma das dinastias que governou a França no período
    moderno, ela hoje é a cidade dos quadrinhos e tem muito orgulho disso.
  • O 46º FESTIVAL INTERNACIONAL DE BANDE DESSINÉE DE ANGOULEME: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES


    O Festival Internacional de Bande Dessinée de Angoulême, na França, é um espaço que tem como característica mais marcante a pluralidade. Pelas ruas do centro de Angoulême, encontramos de autores já consagrados, andando despreocupadamente, a jovens fanzineiros expondo seus trabalhos em uma das muitas esquinas da cidade; de exposições magníficas, utilizando os mais modernos recursos tecnológicos, a apresentações mais simples, relembrando os tempos do movimento underground. Em Angoulême, durante o FIBD, há opções para todos os gostos. Pluralidade é, de fato, a palavra certa para definir esse evento, que se fortalece a cada ano.

    Carolina – edição francesa.
    Em 2019, tivemos muitas razões para comemorar o festival. Nessa edição, o Brasil foi premiado por meio da hq Carolina, de Sirlene Barbosa e João Pinheiro, publicada no Brasil, em 2017, pela editora Veneta. O trabalho, também publicado em francês, recebeu o Prêmio do Júri Ecumênico, após passar por uma rigorosa avaliação. Carolina de Jesus, a poetisa da favela, é uma autora brasileira muito apreciada na França. 

    PEIBÊ – fanzine indicado
    para prêmio.

    Tivemos ainda a participação do Henrique Magalhães, da editora Marca de Fantasia, com a produção Maria Magazine, e do fanzine PEIBÊ,  sob a direção de Alberto de Souza, o Beralto. Ambos os títulos foram selecionados para os prêmios de publicações alternativas. Autores brasileiros como André Diniz e Marcello Quintanilha também estiveram presentes, autografando nos estandes de suas respectivas editoras.


    Foram inauguradas 12 grandes exposições, que devem se estender por mais alguns meses após o fim do festival, homenageando personagens e autores. A mais aguardada de todas foi Batman 80 anos, aberta oficialmente no dia 23 de janeiro, com a presença do quadrinista Frank Miller, homenageado durante a cerimônia de abertura com um prêmio especial oferecido pela organização. Autores como Milo Manara, Tsutomu Nihei, Taiyo Matsumoto, Bernadette Després, Jérémie Moreau e Richard Corben foram igualmente homenageados com belíssimas exposições.


    Frank Miller
    Foto de divulgação do FIBD.
    Vale falar rapidamente sobre algumas delas, começando com o homenageado do ano, Batman. A exposição, que comemora os 80 anos de um dos personagens mais conhecidos do mundo, trouxe suas origens, seus primeiros quadrinhos, suas aparições no cinema e em animações, seus principais  inimigos e uma série de originais de diversos artistas que deram forma ao herói mais temido da DC Comics. Pode-se dizer que a exposição fez uma síntese desses 80 anos de forma muito eficiente, não tendo faltado nem mesmo a participação do Batman da Lego. O Hôtel de Ville, que corresponde às nossas prefeituras, recebeu uma iluminação especial em homenagem ao Cavaleiro das Trevas, reproduzindo a fictícia cidade de Gotham City.

    Rumiko Takahashi, segunda
    mulher a vencer o Grand Prix.
    Belíssima e voltada especialmente para o público infantil, a exposição Tom-Tom et Nana présentent: tout Bernadette Després! festejava a obra de Bernadette Després. Na década de 1970, Tom-Tom et Nana tornou-se um grande sucesso, tendo saído dos quadrinhos e ganhado a TV numa série animada até hoje muito apreciada. A autora ainda foi homenageada com um prêmio especial em uma bela cerimônia no Teatro de Angoulême. Depois de Rumiko Takahashi, que recebeu o Grand Prix, Bernadette Després foi a artista mais celebrada em Angoulême.

    Manara, comentando sua
    exposição.
    E para quem esperava que a exposição sobre Milo Manara fosse se limitar a quadrinhos eróticos, esta talvez tenha sido a melhor surpresa: destacou-se a obra do artista italiano em seu todo, apresentando um Manara que boa parte de seus leitores desconhecem. Nela aparecem outras facetas do autor, seus quadrinhos políticos e de humor. Apenas cerca de 10% do material exposto era erótico e concentrou-se num pequeno cubículo, que não teria sido notado caso não tivesse uma iluminação diferente.

    Exposição de Tsutomu Nihei,
    no Espaço Franquim.

    Os mangakás Tsutomu Nihei e Taiyo Matsumoto tiveram suas obras expostas em destaque no Espaço Franquim e no Museu de Angoulême. Com seu estilo futurista pós-apocalíptico e pós-humano, Nihei abusa da imaginação ao criar personagens que são metade  máquina, grandes robôs e mundos distópicos. Os quadrinhos de Matsumoto, por sua vez, trazem crianças que vivem em famílias pouco convencionais ou mesmo que não possuem família, assim como o autor, abandonado ainda bebê pelos pais. Estilos diferentes de dois grandes nomes do mangá, gênero artístico que, durante o FIBD, tinha seu próprio espaço, o Mangá City, um enorme complexo montado ao lado do Museu dos Quadrinhos. Se já é difícil conseguir conferir todas as grandes exposições, o que dizer das pequenas? 

    Participar do FIBD de Angoulême provoca, no mínimo, um choque cultural. São tantos estímulos, tantas informações que chega a ser um processo lento de absorção. Pessoas de todas as partes da França, da Europa e de outros continentes se dirigem a uma pequena cidade que, durante quatro dias, recebe toda a atenção da grande mídia francesa.  Para quem acha que quadrinhos são coisa de criança, esclareço que, com exceção das visitações escolares, a maioria do público do FIBD é adulta.
    Um dos muitos espaços reservados aos visitantes do Festival, com venda de obras raras, autógrafos com autores e lançamentos.
    E é um exercício mentalmente desgastante imaginar como uma cidade conseguiu se apropriar de tal forma dos quadrinhos a ponto de transformá-los em parte de sua identidade cultural. Se, no passado mais remoto, Angoulême foi uma cidade medieval e o berço de uma das dinastias que governou a França no período moderno, ela hoje é a cidade dos quadrinhos e tem muito orgulho disso.