Categoria: evento

  • PALESTRA SOBRE QUADRINHOS E ENSINO EM MACAÉ

    A professora e pesquisadora da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), Natania A. Silva Nogueira,  irá realizar, no dia 17 de agosto, a palestra de abertura do ano letivo do curso de História da Faculdade de Filosofia.  Ciências e Letras de Macaé, na cidade de Macaé (RJ). A palestra irá tratar sobre o uso das Histórias em Quadrinhos como fonte histórica e como instrumento de ensino, da educação básica ao ensino superior. A palestra será seguida do lançamento do livro “As Histórias em Quadrinhos e a Escola: práticas que ultrapassam fronteiras”, editado pela ASPAS.
  • PALESTRA SOBRE QUADRINHOS E ENSINO EM MACAÉ

    A professora e pesquisadora da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), Natania A. Silva Nogueira,  irá realizar, no dia 17 de agosto, a palestra de abertura do ano letivo do curso de História da Faculdade de Filosofia.  Ciências e Letras de Macaé, na cidade de Macaé (RJ). A palestra irá tratar sobre o uso das Histórias em Quadrinhos como fonte histórica e como instrumento de ensino, da educação básica ao ensino superior. A palestra será seguida do lançamento do livro “As Histórias em Quadrinhos e a Escola: práticas que ultrapassam fronteiras”, editado pela ASPAS.
  • MACHADO DE ASSIS EM MANGÁ

    A pesquisadora Dr. Valéria Fernandes da Silva apresentou uma análise da adaptação para quadrinhos do Romance de Machado de Assis “Helena”, durante o XXIX Simpósio Nacional de História da ANPUH, realizado entre os dias 24 e 28 de julho de 2017, na UnB, Brasília. Leia o resumo.


    E Machado de Assis virou Mangá: Reflexões sobre a releitura em quadrinhos do romance Helena

    No ano de 2014, o Studio Seasons – um grupo formado por mulheres que roteirizam e desenham suas próprias obras – publicou pela editora NewPop uma adaptação ao estilo mangá, isto é, seguindo os moldes dos quadrinhos japoneses, do livro Helena, de Machado de Assis. A adaptação de clássicos da literatura para os quadrinhos em nosso país não é uma novidade, mas uma prática comum desde meados do século XX.

    Com caráter francamente didático, ou paradidático, a adaptação da literatura para quadrinhos nunca foi uma unanimidade. Vista como uma forma de apresentar a literatura para os jovens, era por vezes, também, encarada como uma espécie de engodo, retardando a introdução dos clássicos aos novos leitores. Como toda adaptação é em si mesma uma nova obra, ela tem o sabor de sua própria época e pode ser atravessada por questões e ansiedades estranhos ao original.

    Nos últimos anos, os clássicos em quadrinhos estão se tornando cada vez mais comuns nas livrarias e listas escolares. As razões para a produção de tais adaptações são variados e vão desde o desejo de tornar a literatura mais acessível à juventude até o mero interesse mercadológico. Seu sucesso certamente se assenta na capacidade de dialogar com os leitores, um público consumidor que pode, ou não, ser o mesmo público do clássico original. Ancorada nessa possibilidade, discutiremos em nosso trabalho como se deu a apropriação e releitura do romance Helena pelo Studio Seasons.

    Como se deu a transição do romance para uma mídia popular de entretenimento e qual o impacto da autoria feminina na releitura da obra de Machado de Assis. Analisaremos se é possível perceber tensões de gênero no material quadrinizado e como as autoras dialogam tanto com a obra machadiana, quanto com o tipo de quadrinhos produzido no Japão. No caso de Helena, este é talvez o mais importante romance da fase romântica de Machado de Assis e foi publicado em 1876. Vários anos antes da Abolição e da República, a obra marcadamente urbana retratava uma sociedade patriarcal de rígidas hierarquias e extremas desigualdades de classe, raça e gênero.

    Mesmo que alguns considerem Helena uma obra convencional, marcada por um sentimentalismo que depois seria abandonado por Machado de Assis e um trabalho muito aquém do que o autor ofereceria em suas obras realistas, é possível ver a obra de outra forma, como espaço de representação e subversão dos papéis de gênero vigentes na época de sua publicação.

    O texto completo ficará disponível nos anais do simpósio.

  • MACHADO DE ASSIS EM MANGÁ

    A pesquisadora Dr. Valéria Fernandes da
    Silva apresentou uma análise da adaptação para quadrinhos do Romance de Machado
    de Assis “Helena”, durante o XXIX Simpósio Nacional de História da
    ANPUH, realizado entre os dias 24 e 28 de julho de 2017, na UnB, Brasília. Leia
    o resumo.



    E Machado de Assis virou Mangá: Reflexões sobre a releitura em quadrinhos do romance Helena

    No ano de 2014, o Studio Seasons – um grupo formado por mulheres que roteirizam e desenham suas próprias obras – publicou pela editora NewPop uma adaptação ao estilo mangá, isto é, seguindo os moldes dos quadrinhos japoneses, do livro Helena, de Machado de Assis. A adaptação de clássicos da literatura para os quadrinhos em nosso país não é uma novidade, mas uma prática comum desde meados do século XX.


    Com caráter francamente didático, ou paradidático, a adaptação da literatura para quadrinhos nunca foi uma unanimidade. Vista como uma forma de apresentar a literatura para os jovens, era por vezes, também, encarada como uma espécie de engodo, retardando a introdução dos clássicos aos novos leitores. Como toda adaptação é em si mesma uma nova obra, ela tem o sabor de sua própria época e pode ser atravessada por questões e ansiedades estranhos ao original.


    Nos últimos anos, os clássicos em quadrinhos estão se tornando cada vez mais comuns nas livrarias e listas escolares. As razões para a produção de tais adaptações são variados e vão desde o desejo de tornar a literatura mais acessível à juventude até o mero interesse mercadológico. Seu sucesso certamente se assenta na capacidade de dialogar com os leitores, um público consumidor que pode, ou não, ser o mesmo público do clássico original. Ancorada nessa possibilidade, discutiremos em nosso trabalho como se deu a apropriação e releitura do romance Helena pelo Studio Seasons.


    Como se deu a transição do romance para uma mídia popular de entretenimento e qual o impacto da autoria feminina na releitura da obra de Machado de Assis. Analisaremos se é possível perceber tensões de gênero no material quadrinizado e como as autoras dialogam tanto com a obra machadiana, quanto com o tipo de quadrinhos produzido no Japão. No caso de Helena, este é talvez o mais importante romance da fase romântica de Machado de Assis e foi publicado em 1876. Vários anos antes da Abolição e da República, a obra marcadamente urbana retratava uma sociedade patriarcal de rígidas hierarquias e extremas desigualdades de classe, raça e gênero.


    Mesmo que alguns considerem Helena uma obra convencional, marcada por um sentimentalismo que depois seria abandonado por Machado de Assis e um trabalho muito aquém do que o autor ofereceria em suas obras realistas, é possível ver a obra de outra forma, como espaço de representação e subversão dos papéis de gênero vigentes na época de sua publicação.


    O texto completo ficará disponível nos anais do simpósio.


  • TRINA ROBBINS NO BRASIL EM SETEMBRO


    Você sabia que Trina Robbins é uma das associadas da ASPAS? 

    Pois ela é e está vindo ao Brasil pela segunda vez. Na primeira vez ela participou das Jornadas Internacionais de Quadrinhos da USP e de um encontro com cartunistas organizado pela ASPAS na Gibiteca Henfil, em São Paulo, em 2015. Agora, ela veio para lançar seu primeiro livro no Brasil e para fazer uma participação pós-SIQ, na UFRJ. 

    Trina Robbins estava escalada para participar da Semana Internacional de Quadrinhos organizada pela UFRJ/ECO, em maio deste ano. Mas ela tive um contratempo e não pôde comparecer. Só que vocês não conhecem esta veterana dos quadrinhos estadunidenses. Ela não desistiu de vir e conseguiu se programar pra setembro próximo. 

    Então, quem não ainda não teve a chance de conhecer esta pioneira dos quadrinhos underground e desenhista da Mulher Maravilha, anote aí na sua agenda: dias 26 e 27 de setembro Trina Robbins estará no Rio de Janeiro!

    Sobre Trina Robbins
    A cartunista Trina Robbins é uma das mais renomadas artistas gráficas em atividade nos Estados Unidos. Nascida em 1938, ela viveu sua infância e juventude em plena “Era de Ouro dos Quadrinhos”. Na década de de 1950 atuava junto à “science fiction fandom”. Foi uma das primeiras mulheres a participar e influenciar o movimento dos quadrinhos underground. Com uma carreira com mais de meio século trabalhou em muitas editoras e suas ilustrações chegaram a ser exibida em uma galeria de arte, em 2011. É ainda pioneira em pesquisas sobre mulheres nos quadrinhos nos Estados Unidos, tendo publicado vários livros sobre o tema.
  • TRINA ROBBINS NO BRASIL EM SETEMBRO



    Você sabia que Trina Robbins é uma das associadas da ASPAS? 

    Pois ela é e está vindo ao Brasil pela segunda vez. Na primeira vez ela participou das Jornadas Internacionais de Quadrinhos da USP e de um encontro com cartunistas organizado pela ASPAS na Gibiteca Henfil, em São Paulo, em 2015. Agora, ela veio para lançar seu primeiro livro no Brasil e para fazer uma participação pós-SIQ, na UFRJ. 

    Trina Robbins estava escalada para participar da Semana Internacional de Quadrinhos organizada pela UFRJ/ECO, em maio deste ano. Mas ela tive um contratempo e não pôde comparecer. Só que vocês não conhecem esta veterana dos quadrinhos estadunidenses. Ela não desistiu de vir e conseguiu se programar pra setembro próximo. 

    Então, quem não ainda não teve a chance de conhecer esta pioneira dos quadrinhos underground e desenhista da Mulher Maravilha, anote aí na sua agenda: dias 26 e 27 de setembro Trina Robbins estará no Rio de Janeiro!

    Sobre Trina Robbins
    A cartunista Trina Robbins é uma das mais renomadas artistas gráficas em atividade nos Estados Unidos. Nascida em 1938, ela viveu sua infância e juventude em plena “Era de Ouro dos Quadrinhos”. Na década de de 1950 atuava junto à “science fiction fandom”. Foi uma das primeiras mulheres a participar e influenciar o movimento dos quadrinhos underground. Com uma carreira com mais de meio século trabalhou em muitas editoras e suas ilustrações chegaram a ser exibida em uma galeria de arte, em 2011. É ainda pioneira em pesquisas sobre mulheres nos quadrinhos nos Estados Unidos, tendo publicado vários livros sobre o tema.
  • LANÇAMENTO DE LIVROS DURANTE O III ENTRE ASPAS

    Durante o III Entre ASPAS ocorreu o lançamento de livros e fanzines de associados, na noite do dia 26 de maio de 2017. Confira as fotos!

  • LANÇAMENTO DE LIVROS DURANTE O III ENTRE ASPAS

    Durante o III Entre ASPAS ocorreu o lançamento de livros e fanzines de associados, na noite do dia 26 de maio de 2017. Confira as fotos!